Música liga passado e presente do personagem de Pedro Pascal em "Behemoth"
O ator chileno-americano Pedro Pascal aprendeu a tocar violoncelo para interpretar o protagonista do filme "Behemoth: Uma Vida Composta em Peças", do diretor e roteirista ganhador do Oscar Tony Gilroy, prestes a estrear.
"Eu me senti tão cativado pelo que a história contava e pela (...) intimidade de tudo, no sentido em que, suponho, pode ser igualmente íntimo ouvir música e se deixar levar por ela", disse Pascal, de 51 anos, à plateia durante uma exibição do filme no Festival de Cinema de Nova York, na última sexta-feira.
A trama alterna passado e presente para contar a história de Alex Serian, um violoncelista que se muda para Los Angeles para cuidar da mãe à beira da morte e fugir de uma ex-controladora, interpretada por Olivia Wilde.
Ali, ele entra para uma orquestra que interpreta trilhas sonoras de filmes. A música que ele toca serve como um vínculo tanto para Alex quanto para o público, ao ligar fragmentos de seu passado, que parecem tê-lo sobrecarregado.
O ator assegurou que seu personagem "se parece exatamente com uma pessoa que é tanto passageira da própria vida quanto se é da própria experiência (...) como espectador".
À medida que vai de cidade em cidade, de amante em amante, a trilha sonora de "Behemoth" - escrita por nove compositores e é a música interpretada pela orquestra no filme - desencadeia as lembranças do protagonista.
O filme representou uma guinada na carreira de Gilroy.
"Nunca antes eu havia criado um personagem como este, que não estivesse fugindo ou indo na direção de" uma crise, disse o cineasta de 70 anos, reconhecido por filmes de ação, como os da saga "Bourne" e thrillers jurídicos como "Conduta de Risco".
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