País asiático proíbe fabricação e venda de chicletes, devido a uma lei inusitada
Singapura mantém, desde 1992, rígidas restrições à fabricação, importação e venda de goma de mascar. A medida foi adotada após o descarte inadequado do produto causar problemas de limpeza e manutenção em espaços públicos.
A situação se agravou após a inauguração do sistema de metrô MRT, em 1987, quando chicletes foram colocados em sensores das portas dos trens, provocando falhas e interrupções no serviço. Em 1992, o governo decidiu proibir a comercialização do produto.
Apesar da fama de “proibição do chiclete”, mascar goma não é ilegal em Singapura. Desde 2004, há exceções para produtos odontológicos e terapêuticos, e pequenas quantidades podem ser levadas ao país para consumo pessoal, conforme as regras locais.
O descarte de chiclete em locais públicos, porém, pode resultar em multas. Segundo as autoridades, as restrições contribuíram para reduzir resíduos e problemas relacionados à infraestrutura pública.
A medida se tornou um dos símbolos das rígidas regras de limpeza e comportamento cívico de Singapura, conhecida até pelos próprios moradores, de forma irônica, como a “cidade das multas”.
Fonte: Jornal O Sul
