Hábitos modernos ameaçam o fígado


O câncer de fígado está entre as principais causas de morte por câncer no mundo, e o número de casos pode ultrapassar 1,5 milhão por ano até 2050. Segundo relatório publicado na revista The Lancet, cerca de 870 mil novos casos foram registrados em 2022.

A mudança no perfil da doença chama atenção: enquanto as hepatites B e C foram historicamente importantes fatores de risco, distúrbios metabólicos, como obesidade, diabetes tipo 2, má alimentação e sedentarismo, ganham protagonismo.

A doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (DHEM), caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado, pode evoluir silenciosamente para cirrose e câncer. Especialistas destacam que combater o excesso de peso, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física e controlar doenças metabólicas são medidas importantes de prevenção.

Pesquisas também investigam como fatores como alterações hormonais, consumo excessivo de frutose e mudanças na microbiota intestinal podem contribuir para o desenvolvimento da doença.

Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, especialistas alertam para as desigualdades no acesso à prevenção e aos cuidados de saúde. Estima-se que até 60% dos casos de câncer de fígado estejam relacionados a fatores modificáveis.

Fonte: Jornal O Sul