Exercício físico não elimina danos do cigarro para quem continua fumando
A prática de atividade física e o tabagismo produzem efeitos opostos no organismo: enquanto a primeira fortalece os sistemas cardiovascular, respiratório e muscular, a segunda compromete essas funções, reduz o desempenho físico e eleva o risco de doenças crônicas.
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) lançou a campanha “Atividade Física e Saúde: Treinar não Combina com Fumar” para alertar que a prática de exercícios não compensa os danos causados pelo cigarro e por outros produtos de tabaco e nicotina.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o consumo de tabaco e seus derivados mata cerca de 8 milhões de pessoas por ano no mundo. No Brasil, cerca de 20,4 milhões de pessoas são afetadas pelo tabaco e seus derivados, e o INCA estima que 477 pessoas morram diariamente de forma precoce por problemas relacionados ao tabagismo.
A nicotina contrai os vasos sanguíneos, reduz o fluxo de sangue para músculos e órgãos, diminui a capacidade de transporte de oxigênio e inflama as vias aéreas. Como consequência, atividades físicas podem exigir mais esforço de quem fuma.
Por outro lado, os exercícios podem ajudar na prevenção e no abandono do tabagismo. Atividades como caminhada, dança, corrida e natação contribuem para reduzir sintomas de abstinência, além de melhorar autoestima e bem-estar.
A campanha também alerta para os riscos dos dispositivos eletrônicos para fumar e de outros produtos que podem ser vistos pelos jovens como alternativas menos prejudiciais.
O tratamento para parar de fumar é oferecido gratuitamente pelo SUS. O paciente pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde será avaliado e, quando necessário, encaminhado para tratamento individual ou em grupo, com possibilidade de uso de medicamentos para controlar a abstinência.
Fonte: Jornal O Sul
