Ecoansiedade: quando a preocupação com o planeta e as mudanças climáticas viram estresse crônico
A preocupação com as mudanças climáticas pode afetar a saúde mental de forma persistente e, quando interfere na rotina, está associada ao que é chamado de ecoansiedade. O termo descreve sentimentos de medo, angústia e preocupação relacionados à crise climática, mas não corresponde a um diagnóstico clínico reconhecido pelo DSM.
Entre os possíveis efeitos estão tristeza, irritabilidade, alterações no sono, dificuldade de concentração e crises de ansiedade ou pânico. Pessoas que já vivenciaram eventos climáticos extremos podem apresentar maior vulnerabilidade, mas a preocupação também pode atingir quem nunca passou diretamente por uma catástrofe.
Pesquisas recentes mostram que o tema tem impacto significativo. Um levantamento do PNUD, em parceria com a Universidade de Oxford e a GeoPoll, apontou que 56% dos entrevistados pensavam em problemas relacionados ao clima pelo menos uma vez por semana. No Brasil, 42% dos participantes de uma pesquisa de 2025 disseram acreditar que as mudanças climáticas têm ou já tiveram impacto sobre sua saúde mental.
Especialistas destacam que, quando a preocupação se torna intensa e compromete a vida cotidiana, buscar acompanhamento psicológico pode ajudar a lidar com os sentimentos relacionados à crise climática.
Fonte: Jornal O Sul
