A alimentação pode reduzir o risco de demência
Mudanças no cérebro relacionadas à demência podem começar anos antes dos primeiros sintomas. Nesse cenário, biomarcadores sanguíneos vêm sendo estudados para identificar sinais associados ao Alzheimer, danos às células nervosas e outras alterações cerebrais.
Uma pesquisa acompanhou quase 1.900 pessoas com 60 anos ou mais na Suécia por até 15 anos. Durante o período, 240 participantes desenvolveram demência. Os pesquisadores observaram que pessoas com hábitos alimentares mais saudáveis apresentavam, de modo geral, menor risco de desenvolver a doença, inclusive entre aquelas com biomarcadores que indicavam maior risco biológico.
O resultado mais consistente envolveu o potencial inflamatório da alimentação. Entre participantes com níveis mais elevados de biomarcadores de risco, dietas com menor potencial inflamatório foram associadas a uma redução relativa de até 30% no risco de demência.
Esse padrão alimentar costuma incluir mais vegetais, frutas, grãos integrais, leguminosas, chá e café, e menor consumo de carnes vermelhas e processadas, grãos refinados e bebidas açucaradas. Os pesquisadores destacam, porém, que o estudo é observacional e não comprova que a alimentação seja responsável diretamente pela redução do risco.
Segundo os autores, a alimentação saudável não elimina o risco de demência, que também envolve fatores como idade, genética e saúde cardiovascular. Ainda assim, os resultados indicam que cuidar da alimentação pode continuar sendo relevante para a saúde cerebral mesmo diante de sinais biológicos precoces da doença.
Fonte: Jornal O Sul
