Uma pulseira capaz de detectar paradas cardíacas
Uma pulseira inteligente capaz de acompanhar continuamente o fluxo sanguíneo identificou 92% dos casos de parada cardíaca em um estudo realizado na Holanda. Os resultados foram publicados na revista científica “Circulation: Arrhythmia and Electrophysiology” e indicam que a tecnologia pode, no futuro, ajudar a reduzir o tempo de resposta em emergências médicas fora do ambiente hospitalar.
A pesquisa acompanhou 49 adultos com arritmias cardíacas submetidos a procedimentos médicos controlados, nos quais foram analisados 59 episódios de parada cardíaca com ritmos que poderiam ser tratados com desfibrilação.
O dispositivo detectou 90% dos casos de taquicardia ventricular sem pulso e todos os episódios de fibrilação ventricular, considerada uma das arritmias mais graves e associada à morte súbita.
A pulseira utiliza a fotopletismografia, tecnologia baseada em sensores de luz que identificam alterações na circulação sanguínea. Um algoritmo desenvolvido especificamente para o estudo analisa os sinais em tempo real e reconhece quando o coração deixa de bombear sangue adequadamente.
Apesar de relógios inteligentes já utilizarem sensores semelhantes para monitorar dados de saúde, eles não foram criados para detectar paradas cardíacas. Segundo os pesquisadores, essa foi a primeira validação externa de um algoritmo desse tipo utilizando dados de pacientes.
Como o estudo ocorreu em um ambiente clínico controlado, novas pesquisas serão necessárias para avaliar o funcionamento da tecnologia em situações reais. A expectativa é que, futuramente, a pulseira possa enviar alertas automáticos para serviços de emergência e socorristas voluntários, acelerando o início do atendimento.
Para os cientistas, a tecnologia pode funcionar como uma “testemunha digital”, especialmente porque muitas paradas cardíacas acontecem sem pessoas próximas para perceber o ocorrido. A identificação rápida do problema pode aumentar as chances de sobrevivência dos pacientes.
Fonte: Jornal O Sul.
A pesquisa acompanhou 49 adultos com arritmias cardíacas submetidos a procedimentos médicos controlados, nos quais foram analisados 59 episódios de parada cardíaca com ritmos que poderiam ser tratados com desfibrilação.
O dispositivo detectou 90% dos casos de taquicardia ventricular sem pulso e todos os episódios de fibrilação ventricular, considerada uma das arritmias mais graves e associada à morte súbita.
A pulseira utiliza a fotopletismografia, tecnologia baseada em sensores de luz que identificam alterações na circulação sanguínea. Um algoritmo desenvolvido especificamente para o estudo analisa os sinais em tempo real e reconhece quando o coração deixa de bombear sangue adequadamente.
Apesar de relógios inteligentes já utilizarem sensores semelhantes para monitorar dados de saúde, eles não foram criados para detectar paradas cardíacas. Segundo os pesquisadores, essa foi a primeira validação externa de um algoritmo desse tipo utilizando dados de pacientes.
Como o estudo ocorreu em um ambiente clínico controlado, novas pesquisas serão necessárias para avaliar o funcionamento da tecnologia em situações reais. A expectativa é que, futuramente, a pulseira possa enviar alertas automáticos para serviços de emergência e socorristas voluntários, acelerando o início do atendimento.
Para os cientistas, a tecnologia pode funcionar como uma “testemunha digital”, especialmente porque muitas paradas cardíacas acontecem sem pessoas próximas para perceber o ocorrido. A identificação rápida do problema pode aumentar as chances de sobrevivência dos pacientes.
Fonte: Jornal O Sul.
