Sistema planetário estranho descoberto na Via Láctea intriga os cientistas


Astrônomos identificaram um sistema planetário incomum a cerca de 71 anos-luz da Terra que desafia as definições tradicionais usadas para classificar corpos celestes.

O sistema é formado por uma anã vermelha com cerca de 40% da massa do Sol, uma anã marrom que a orbita e, ao redor dessa anã marrom, um corpo gasoso com pelo menos 90% da massa de Júpiter. O objeto foi identificado com o auxílio do Very Large Telescope (VLT), no Chile.

A descoberta chama atenção porque o corpo gasoso não se encaixa perfeitamente na definição tradicional de exolua. Ele não orbita um planeta, mas uma anã marrom, que possui características intermediárias entre planetas e estrelas. Por isso, os pesquisadores preferem utilizar provisoriamente o termo “exossatélite”.

O objeto completa uma volta ao redor da anã marrom a cada 170 dias e está a uma distância equivalente a cerca de um quinto da distância entre a Terra e o Sol.

Os cientistas ainda investigam como esse sistema se formou. Uma possibilidade é que o exossatélite tenha surgido de um disco de gás e poeira ao redor da anã marrom. Outra hipótese é que ele tenha sido capturado posteriormente pela gravidade do corpo.

A anã marrom, por sua vez, tem cerca de 33 vezes a massa e 50% mais tamanho que Júpiter. Como o sistema é relativamente jovem, ela ainda emite calor remanescente de sua formação.

A descoberta amplia a diversidade de sistemas planetários conhecidos e pode ajudar os pesquisadores a compreender como estruturas tão diferentes do Sistema Solar podem se formar e evoluir.

Fonte: Jornal O Sul