Procura por contratos de namoro aumenta 159% no País


Impulsionados, segundo especialistas, por divorciados e viúvos que iniciam novos relacionamentos após os 50 anos, os contratos de namoro atingiram recorde no Brasil em 2025, com 241 registros, segundo o Colégio Notarial do Brasil. Em 2016, foram apenas 26, um crescimento acumulado de 827%.

O documento declara que o casal mantém uma relação afetiva, mas não pretende constituir união estável naquele momento. Embora não impeça o reconhecimento judicial de uma união estável, pode servir como elemento de prova sobre a intenção das partes.

O aumento ocorre em um cenário de mudanças nas relações familiares. Dados do IBGE mostram que 31,1% dos casamentos realizados em 2024 envolviam pelo menos uma pessoa divorciada ou viúva, ante 13,5% em 2004.

Especialistas apontam que patrimônio, herança, sucessão e filhos de relacionamentos anteriores estão entre os principais fatores que levam casais a formalizar esse tipo de acordo. A procura também tem crescido entre pessoas mais jovens.

Apesar disso, advogados ressaltam que o contrato de namoro não garante proteção automática do patrimônio. A Justiça pode reconhecer uma união estável mesmo com a existência do documento, dependendo das circunstâncias do relacionamento.

Fonte: Jornal O Sul