Mudança no Mar Morto leva fiéis a relacionarem fenômeno a profecia bíblica; ciência explica
O Mar Morto, conhecido por sua elevada concentração de sal e pela baixa capacidade de sustentar vida aquática, tem apresentado um fenômeno que chamou a atenção de pesquisadores e também despertou interpretações religiosas. Ao longo de sua costa, surgiram pequenas poças de água doce cercadas por vegetação, onde já foram encontrados peixes, insetos e aves.
A concentração de sal do Mar Morto chega a cerca de 34%, quase dez vezes superior à dos oceanos. Por isso, as imagens de peixes nessas áreas provocaram interpretações de que o lago estaria voltando a receber vida. Na realidade, os animais foram encontrados em reservatórios isolados de água doce, separados das águas salgadas do Mar Morto.
O fenômeno está relacionado principalmente ao recuo contínuo do nível do lago. Conforme a água diminui, aquíferos subterrâneos que antes estavam encobertos pela superfície salgada ficam expostos. A água doce dessas formações pode chegar à superfície por meio de nascentes naturais e preencher cavidades formadas pela dissolução de depósitos subterrâneos de sal.
Esse processo provoca a formação de milhares de dolinas ao longo da costa. Algumas delas acumulam água doce e acabam formando pequenas lagoas, criando condições para o desenvolvimento de vegetação e o surgimento de diferentes espécies de animais.
Segundo registros do Instituto Geológico de Israel e do Centro de Pesquisa do Mar Morto e Arava, mais de 9 mil dolinas já foram identificadas no lado israelense da região. O fenômeno também provoca riscos à infraestrutura e já levou ao fechamento de estradas e áreas turísticas.
Apesar de a explicação geológica ser amplamente aceita pela comunidade científica, o surgimento das poças reacendeu interpretações religiosas. Nas redes sociais, algumas pessoas relacionaram o fenômeno a uma passagem do livro bíblico de Ezequiel, no capítulo 47, que descreve um rio que flui de Jerusalém em direção ao leste e transforma as águas do mar.
Assim, embora o fenômeno não represente uma transformação do próprio Mar Morto em um ambiente de água doce, as novas lagoas mostram como o recuo do lago está modificando a paisagem e criando pequenos ecossistemas ao longo de sua costa.
Fonte: Jornal O Sul
A concentração de sal do Mar Morto chega a cerca de 34%, quase dez vezes superior à dos oceanos. Por isso, as imagens de peixes nessas áreas provocaram interpretações de que o lago estaria voltando a receber vida. Na realidade, os animais foram encontrados em reservatórios isolados de água doce, separados das águas salgadas do Mar Morto.
O fenômeno está relacionado principalmente ao recuo contínuo do nível do lago. Conforme a água diminui, aquíferos subterrâneos que antes estavam encobertos pela superfície salgada ficam expostos. A água doce dessas formações pode chegar à superfície por meio de nascentes naturais e preencher cavidades formadas pela dissolução de depósitos subterrâneos de sal.
Esse processo provoca a formação de milhares de dolinas ao longo da costa. Algumas delas acumulam água doce e acabam formando pequenas lagoas, criando condições para o desenvolvimento de vegetação e o surgimento de diferentes espécies de animais.
Segundo registros do Instituto Geológico de Israel e do Centro de Pesquisa do Mar Morto e Arava, mais de 9 mil dolinas já foram identificadas no lado israelense da região. O fenômeno também provoca riscos à infraestrutura e já levou ao fechamento de estradas e áreas turísticas.
Apesar de a explicação geológica ser amplamente aceita pela comunidade científica, o surgimento das poças reacendeu interpretações religiosas. Nas redes sociais, algumas pessoas relacionaram o fenômeno a uma passagem do livro bíblico de Ezequiel, no capítulo 47, que descreve um rio que flui de Jerusalém em direção ao leste e transforma as águas do mar.
Assim, embora o fenômeno não represente uma transformação do próprio Mar Morto em um ambiente de água doce, as novas lagoas mostram como o recuo do lago está modificando a paisagem e criando pequenos ecossistemas ao longo de sua costa.
Fonte: Jornal O Sul
