Jay Clayton toma posse como diretor de Inteligência Nacional dos EUA
WASHINGTON, 3 Ago (Reuters) - Jay Clayton tomou posse nesta segunda-feira como diretor de Inteligência Nacional dos EUA, após uma polêmica audiência de confirmação no Senado, na qual se recusou a reconhecer diretamente que o presidente Donald Trump perdeu a eleição presidencial de 2020.
Ele assume um cargo que ficou vago em junho, quando Tulsi Gabbard renunciou após um mandato marcado por confrontos com os democratas do Congresso, que a acusaram de promover a agenda política de Trump e de divulgar alegações eleitorais já desmentidas.
“A segurança e a proteção do povo americano serão nosso norte, e trabalharemos para garantir que o povo americano tenha total confiança na Comunidade de Inteligência (IC) por meio de supervisão adequada, transparência e prestação de contas”, afirmou Clayton em comunicado divulgado pelo Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional.
“Isso inclui garantir que o trabalho vital de nossa IC nunca seja usado como arma por motivos políticos”, acrescentou Clayton, utilizando um termo adotado pelo presidente republicano e seus aliados ao fazer alegações sem fundamento de que governos anteriores abusaram do poder federal para atacá-lo.
Na semana passada, os republicanos do Senado dos EUA confirmaram o indicado por Trump para o cargo de chefe da inteligência do país, apesar da oposição dos democratas, que o criticaram por se recusar repetidamente, durante a audiência, a reconhecer diretamente a derrota de Trump nas eleições de 2020 para o democrata Joe Biden.
Faltando pouco mais de três meses para as eleições de meio de mandato, que decidirão qual partido controlará o Congresso, Trump intensificou os esforços para tornar a “segurança eleitoral” uma questão central, apesar das conclusões comprovadas de que a fraude eleitoral é rara.
Clayton, que atuou como procurador federal do Distrito Sul de Nova York, supervisionará 18 agências de inteligência dos EUA.
(Reportagem de Ismail Shakil e Doina Chiacu)