Hoomeschooling: especialistas em educação, americano e brasileiro contestam eficácia do estudo em casa
O economista James Heckman, professor da Universidade de Chicago e vencedor do Nobel de Economia em 2000, esteve novamente no Brasil para participar da Conferência Internacional sobre Teoria Econômica Pública, realizada na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. Ao longo de décadas, Heckman criou vínculos com pesquisadores brasileiros, entre eles Aloisio Araújo, do IMPA e da EPGE/FGV.
Especialista em políticas de primeira infância, Heckman apresentou estudos sobre programas de visitas domiciliares voltados a famílias em situação de vulnerabilidade. As iniciativas ensinam pais e responsáveis a interagir com as crianças de maneira a estimular, desde os primeiros anos, habilidades importantes para seu desenvolvimento.
Segundo pesquisas apresentadas no evento, esse tipo de intervenção pode apresentar bom custo-benefício e contribuir para reduzir desigualdades entre crianças de diferentes condições socioeconômicas. Os efeitos podem aparecer não apenas no desempenho escolar, mas também em indicadores como empregabilidade, renda, criminalidade e gravidez precoce.
Araújo também apresentou um estudo, realizado com Bruno T. Ogava e André Portela Souza, sobre os efeitos positivos da expansão das creches e da pré-escola no aprendizado das crianças brasileiras.
Ao avaliar as políticas públicas de primeira infância, Heckman afirmou que, nos Estados Unidos, o debate sobre evidências científicas se tornou mais político, mas destacou que a importância dos cuidados nessa etapa da vida ganhou espaço. Para ele, ainda falta ampliar o conhecimento sobre quais políticas são mais eficazes.
No Brasil, Araújo avaliou de forma positiva os avanços na área. Ele destacou a criação do Fundeb, a obrigatoriedade da pré-escola e a garantia do direito à creche como medidas importantes para ampliar o acesso à educação infantil.
Heckman também ressaltou a importância da interação entre pais e filhos, mas afirmou que suas pesquisas não sustentam diretamente a adoção do homeschooling. Para o economista, o caminho mais promissor é a aproximação entre família e escola, permitindo que pais apoiem o trabalho realizado pelos professores.
Segundo Araújo, a obrigatoriedade da pré-escola, aprovada em 2009, foi uma medida importante nesse sentido. Atualmente, quase todas as crianças brasileiras de 4 e 5 anos estão matriculadas, com uma taxa de escolarização de 95% em 2025, segundo o IBGE.
Sobre testes padronizados de aprendizagem, como o PISA, Heckman afirmou que eles continuam sendo amplamente utilizados, mas apresentam limitações por avaliarem apenas determinadas dimensões do conhecimento. Para o economista, novas formas de avaliação podem permitir análises mais amplas e diagnósticos individualizados dos estudantes.
Fonte: Jornal O Sul
Especialista em políticas de primeira infância, Heckman apresentou estudos sobre programas de visitas domiciliares voltados a famílias em situação de vulnerabilidade. As iniciativas ensinam pais e responsáveis a interagir com as crianças de maneira a estimular, desde os primeiros anos, habilidades importantes para seu desenvolvimento.
Segundo pesquisas apresentadas no evento, esse tipo de intervenção pode apresentar bom custo-benefício e contribuir para reduzir desigualdades entre crianças de diferentes condições socioeconômicas. Os efeitos podem aparecer não apenas no desempenho escolar, mas também em indicadores como empregabilidade, renda, criminalidade e gravidez precoce.
Araújo também apresentou um estudo, realizado com Bruno T. Ogava e André Portela Souza, sobre os efeitos positivos da expansão das creches e da pré-escola no aprendizado das crianças brasileiras.
Ao avaliar as políticas públicas de primeira infância, Heckman afirmou que, nos Estados Unidos, o debate sobre evidências científicas se tornou mais político, mas destacou que a importância dos cuidados nessa etapa da vida ganhou espaço. Para ele, ainda falta ampliar o conhecimento sobre quais políticas são mais eficazes.
No Brasil, Araújo avaliou de forma positiva os avanços na área. Ele destacou a criação do Fundeb, a obrigatoriedade da pré-escola e a garantia do direito à creche como medidas importantes para ampliar o acesso à educação infantil.
Heckman também ressaltou a importância da interação entre pais e filhos, mas afirmou que suas pesquisas não sustentam diretamente a adoção do homeschooling. Para o economista, o caminho mais promissor é a aproximação entre família e escola, permitindo que pais apoiem o trabalho realizado pelos professores.
Segundo Araújo, a obrigatoriedade da pré-escola, aprovada em 2009, foi uma medida importante nesse sentido. Atualmente, quase todas as crianças brasileiras de 4 e 5 anos estão matriculadas, com uma taxa de escolarização de 95% em 2025, segundo o IBGE.
Sobre testes padronizados de aprendizagem, como o PISA, Heckman afirmou que eles continuam sendo amplamente utilizados, mas apresentam limitações por avaliarem apenas determinadas dimensões do conhecimento. Para o economista, novas formas de avaliação podem permitir análises mais amplas e diagnósticos individualizados dos estudantes.
Fonte: Jornal O Sul
