Como cuidar do cérebro para reduzir o risco de Alzheimer? Especialistas explicam hábitos que fazem a diferença


Embora não exista uma forma de prevenir completamente o Alzheimer, especialistas afirmam que alguns hábitos podem contribuir para preservar a saúde do cérebro e reduzir o risco de desenvolver a doença ao longo da vida.

Entre as principais recomendações estão a prática regular de atividade física, uma alimentação equilibrada, com preferência por alimentos naturais e menor consumo de açúcar e ultraprocessados, além de boas noites de sono, evitar o cigarro, moderar o consumo de bebidas alcoólicas e controlar o estresse.

O estresse crônico também merece atenção. Quando persistente, pode elevar os níveis de cortisol no organismo e favorecer processos inflamatórios que afetam áreas do cérebro relacionadas à memória.

Alzheimer pode começar décadas antes dos sintomas

Nas últimas décadas, pesquisas passaram a mostrar que o Alzheimer não é uma doença que surge apenas na velhice. Alterações no cérebro podem começar décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas.

Especialmente entre as mulheres, essas mudanças podem ocorrer a partir dos 50 anos ou até antes, período marcado por alterações hormonais associadas à menopausa.

Mulheres precisam de atenção especial

Estudos indicam que cerca de dois terços das pessoas diagnosticadas com Alzheimer são mulheres. Pesquisadores investigam o papel do estrogênio na saúde cerebral, já que o hormônio participa de processos como o fluxo sanguíneo, o controle da inflamação e o funcionamento dos neurônios.

Durante a menopausa, a redução dos níveis de estrogênio pode tornar o cérebro mais vulnerável. A possibilidade de reposição hormonal, porém, deve ser avaliada individualmente por um médico, considerando benefícios, riscos e possíveis contraindicações.

Manter o cérebro ativo também é importante

Além dos cuidados com o corpo, atividades que estimulam a mente podem contribuir para um envelhecimento saudável. Ler, estudar, aprender novas habilidades, trabalhar, manter relações sociais e realizar atividades intelectuais são algumas formas de manter o cérebro ativo ao longo dos anos.

Exames podem antecipar o diagnóstico

Outra frente de pesquisa envolve exames de sangue capazes de identificar alterações relacionadas ao Alzheimer antes mesmo do surgimento dos sintomas. A expectativa é que o diagnóstico mais precoce permita intervenções antecipadas e estratégias mais eficazes para retardar a progressão da doença.

Para os pesquisadores, os avanços reforçam uma perspectiva de esperança: embora não seja possível eliminar completamente o risco de Alzheimer, hábitos saudáveis e novas estratégias de prevenção e diagnóstico podem contribuir para preservar a saúde cerebral ao longo da vida.

Fonte: Jornal O Sul