Cada vez mais idosos buscam ensino superior no Brasil
O número de brasileiros com mais de 60 anos nas universidades cresceu nos últimos anos. Em 2024, o país registrou 67.377 matrículas de estudantes dessa faixa etária em cursos de graduação, segundo dados do Censo da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC). O resultado representa uma alta de 77% em comparação com 2020.
Especialistas apontam que o envelhecimento da população e a busca pelo chamado envelhecimento ativo ajudam a explicar esse movimento. Além da realização de sonhos adiados, muitos idosos procuram atualização profissional, novos conhecimentos e maior qualidade de vida.
Segundo Rosa Yuka Sato Chubaci, professora de Gerontologia da USP, manter-se ativo física, psicológica e emocionalmente contribui para a saúde na velhice.
Histórias como a de Rosana Arguello, de 67 anos, refletem essa mudança. Após interromper os estudos na juventude para trabalhar e cuidar da família, ela voltou à sala de aula aos 62 anos e hoje está no último período de Psicologia.
O crescimento desse público também tem levado universidades a criarem iniciativas específicas. Na Universidade de Brasília (UnB), pessoas com 60 anos ou mais podem ingressar na graduação por meio de um processo seletivo próprio. Desde 2024, o número de cursos participantes aumentou de 37 para 66, e as vagas passaram de 136 para 216.
Apesar dos avanços, ainda existem desafios, como a adaptação aos estudos após muitos anos afastados da sala de aula, o uso de ferramentas digitais e situações de etarismo.
Programas como o USP 60+ e universidades abertas à terceira idade também têm servido como porta de entrada para quem deseja retomar o aprendizado e ampliar a participação social.
Para especialistas, a presença de estudantes mais velhos nas universidades reforça que o aprendizado não tem idade e promove uma troca de experiências entre diferentes gerações.
Fonte: Jornal O Sul.
Especialistas apontam que o envelhecimento da população e a busca pelo chamado envelhecimento ativo ajudam a explicar esse movimento. Além da realização de sonhos adiados, muitos idosos procuram atualização profissional, novos conhecimentos e maior qualidade de vida.
Segundo Rosa Yuka Sato Chubaci, professora de Gerontologia da USP, manter-se ativo física, psicológica e emocionalmente contribui para a saúde na velhice.
Histórias como a de Rosana Arguello, de 67 anos, refletem essa mudança. Após interromper os estudos na juventude para trabalhar e cuidar da família, ela voltou à sala de aula aos 62 anos e hoje está no último período de Psicologia.
O crescimento desse público também tem levado universidades a criarem iniciativas específicas. Na Universidade de Brasília (UnB), pessoas com 60 anos ou mais podem ingressar na graduação por meio de um processo seletivo próprio. Desde 2024, o número de cursos participantes aumentou de 37 para 66, e as vagas passaram de 136 para 216.
Apesar dos avanços, ainda existem desafios, como a adaptação aos estudos após muitos anos afastados da sala de aula, o uso de ferramentas digitais e situações de etarismo.
Programas como o USP 60+ e universidades abertas à terceira idade também têm servido como porta de entrada para quem deseja retomar o aprendizado e ampliar a participação social.
Para especialistas, a presença de estudantes mais velhos nas universidades reforça que o aprendizado não tem idade e promove uma troca de experiências entre diferentes gerações.
Fonte: Jornal O Sul.
