Anorexia de criança e adolescente cresce e desafia o poder público


O uso precoce das redes sociais pode contribuir para o desenvolvimento de transtornos alimentares em crianças, especialmente quando conteúdos sobre emagrecimento, calorias e padrões de beleza passam a fazer parte da rotina.

O caso de uma menina de 10 anos, que desenvolveu anorexia após consumir vídeos sobre alimentação “saudável” e perda de peso, ilustra esse risco. A preocupação com calorias e emagrecimento evoluiu para restrição alimentar, perda significativa de peso e necessidade de internação.

Especialistas destacam que as redes sociais não são a única causa dos transtornos alimentares. Fatores como ansiedade, perfeccionismo, baixa autoestima, bullying e a valorização da magreza dentro do ambiente familiar também podem contribuir.

Entre os sinais de alerta estão mudanças bruscas na alimentação, preocupação excessiva com peso e calorias, exercícios escondidos, irritabilidade e insegurança. Em crianças e adolescentes, a desnutrição pode comprometer o crescimento e provocar fraqueza, tonturas e alterações cardíacas.

O tratamento exige acompanhamento multidisciplinar, com psicólogo, psiquiatra e nutricionista. Para crianças, a participação da família é fundamental, inclusive na forma como são abordados alimentação, corpo e padrões de beleza dentro de casa.

Especialistas recomendam limitar o acesso às redes sociais, utilizar controle parental e acompanhar os conteúdos consumidos pelas crianças. A identificação precoce e o tratamento adequado aumentam as chances de recuperação.

Fonte: Jornal O Sul