Alzheimer: exames de sangue poderão ser usados por clínicos gerais
Um exame de sangue capaz de identificar biomarcadores relacionados ao Alzheimer está se aproximando do uso na rotina clínica. A tecnologia pode ajudar a identificar sinais da doença em pessoas com queixas de memória, reduzir o tempo até o diagnóstico e indicar quais pacientes precisam de investigação especializada.
Um estudo com mais de 1.300 pacientes e 165 médicos mostrou que clínicos gerais que tiveram acesso aos resultados do exame conseguiram identificar a doença com precisão próxima à observada entre especialistas. O teste analisa a presença de beta-amiloide e tau fosforilada, proteínas associadas à doença de Alzheimer, e apresentou precisão de aproximadamente 90% em diferentes contextos.
Atualmente, a confirmação da presença das alterações relacionadas ao Alzheimer pode envolver exames especializados, como PET cerebral e análise do líquido cefalorraquidiano. Esses procedimentos são mais caros, invasivos ou têm acesso limitado.
Na atenção primária, o exame apresentou 85% de acurácia, com valor preditivo positivo de 82% e negativo de 88%. Em serviços especializados, a acurácia ficou entre 89% e 91%. Quando foram utilizados dois pontos de corte para interpretação dos resultados, a precisão chegou a 92% a 94%, embora uma parcela dos casos tenha permanecido em uma faixa intermediária e exigido investigação adicional.
O exame pode ser especialmente útil em pessoas que apresentam sintomas iniciais e nas quais ainda existem dúvidas sobre a causa das alterações de memória. Entre as situações estão pacientes com queixas persistentes, comprometimento cognitivo leve e casos em que o médico precisa decidir sobre o encaminhamento para um especialista.
Apesar dos resultados promissores, o exame não deve ser utilizado isoladamente para diagnosticar Alzheimer, especialmente em pessoas que não apresentam sintomas. A avaliação deve considerar o histórico do paciente, os sintomas, testes cognitivos e, quando necessário, exames complementares.
A precisão também foi menor entre participantes com 80 anos ou mais, o que reforça a necessidade de interpretar os resultados dentro do contexto clínico.
Além disso, problemas de memória podem ter diversas causas, incluindo envelhecimento, depressão, alterações do sono e efeitos de medicamentos. Dessa forma, o exame de sangue pode facilitar e acelerar a investigação, mas não substitui a avaliação médica.
Fonte: Jornal O Sul.
Um estudo com mais de 1.300 pacientes e 165 médicos mostrou que clínicos gerais que tiveram acesso aos resultados do exame conseguiram identificar a doença com precisão próxima à observada entre especialistas. O teste analisa a presença de beta-amiloide e tau fosforilada, proteínas associadas à doença de Alzheimer, e apresentou precisão de aproximadamente 90% em diferentes contextos.
Atualmente, a confirmação da presença das alterações relacionadas ao Alzheimer pode envolver exames especializados, como PET cerebral e análise do líquido cefalorraquidiano. Esses procedimentos são mais caros, invasivos ou têm acesso limitado.
Na atenção primária, o exame apresentou 85% de acurácia, com valor preditivo positivo de 82% e negativo de 88%. Em serviços especializados, a acurácia ficou entre 89% e 91%. Quando foram utilizados dois pontos de corte para interpretação dos resultados, a precisão chegou a 92% a 94%, embora uma parcela dos casos tenha permanecido em uma faixa intermediária e exigido investigação adicional.
O exame pode ser especialmente útil em pessoas que apresentam sintomas iniciais e nas quais ainda existem dúvidas sobre a causa das alterações de memória. Entre as situações estão pacientes com queixas persistentes, comprometimento cognitivo leve e casos em que o médico precisa decidir sobre o encaminhamento para um especialista.
Apesar dos resultados promissores, o exame não deve ser utilizado isoladamente para diagnosticar Alzheimer, especialmente em pessoas que não apresentam sintomas. A avaliação deve considerar o histórico do paciente, os sintomas, testes cognitivos e, quando necessário, exames complementares.
A precisão também foi menor entre participantes com 80 anos ou mais, o que reforça a necessidade de interpretar os resultados dentro do contexto clínico.
Além disso, problemas de memória podem ter diversas causas, incluindo envelhecimento, depressão, alterações do sono e efeitos de medicamentos. Dessa forma, o exame de sangue pode facilitar e acelerar a investigação, mas não substitui a avaliação médica.
Fonte: Jornal O Sul.
