Vacinação melhora no mundo, mas não alcança taxa pré-covid


A cobertura vacinal mundial apresentou melhora em 2025, mas 13,5 milhões de bebês ainda não receberam nenhuma vacina no primeiro ano de vida, segundo dados da OMS e do Unicef. Apesar do avanço em relação aos anos anteriores, os índices globais ainda não retornaram aos níveis registrados antes da pandemia de Covid-19.

A cobertura da primeira dose da vacina tríplice bacteriana (DTP), que protege contra difteria, tétano e coqueluche, chegou a 90%, alcançando cerca de 116 milhões de crianças. Já 85% completaram o esquema com as três doses. Ainda assim, 7,3 milhões de bebês iniciaram a vacinação, mas não concluíram o calendário.

Mais da metade das crianças sem nenhuma dose vive em países afetados por conflitos, instabilidade política ou sistemas de saúde fragilizados, cenário que dificulta as campanhas de imunização.

O Brasil apresentou uma recuperação expressiva. Em 2025, 98% dos bebês receberam a primeira dose da DTP e 86% completaram o esquema vacinal. O número de crianças sem nenhuma dose caiu de 255 mil para 50 mil, refletindo o fortalecimento das campanhas de vacinação e melhorias nos registros de saúde.

Em relação à vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, a cobertura mundial continua abaixo do ideal para evitar surtos. Em 2025, 84% das crianças receberam a primeira dose e 77% completaram o esquema, enquanto o recomendado é atingir 95%. Como consequência, 57 países registraram surtos importantes de sarampo no último ano.

Especialistas destacam que os principais desafios continuam sendo o abandono do calendário vacinal, a desinformação, a hesitação em relação às vacinas e a necessidade de ampliar a cobertura de forma homogênea, evitando regiões com baixa imunização que favoreçam o retorno de doenças já controladas.

Fonte: Jornal O Sul.