Saiba por que o Nordeste é a região do Brasil com mais risco de terremoto
Embora o Brasil seja considerado um país com baixo risco de grandes terremotos por estar localizado no interior da placa tectônica Sul-Americana, uma região apresenta maior propensão a tremores: o Nordeste brasileiro.
O motivo está na chamada Província Borborema, uma extensa formação rochosa que abrange estados como Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Nessa área, a crosta terrestre é mais fina do que a média mundial, com espessura entre 30 e 35 quilômetros, enquanto em outras regiões continentais costuma ultrapassar 40 quilômetros.
Segundo pesquisadores, essa característica teria origem há milhões de anos, durante a separação entre a América do Sul e a África, quando a crosta sofreu um processo de estiramento durante a formação do Oceano Atlântico. Esse “afinamento” deixou a região mais suscetível ao acúmulo de tensões capazes de provocar abalos sísmicos.
Apesar de não estar em uma área de encontro direto entre placas tectônicas, como ocorre em regiões de alta atividade sísmica, o Brasil também sofre influência das forças geradas pelo movimento das placas ao redor. Essas tensões podem se acumular e serem liberadas em falhas existentes no interior do território.
Outro fator que contribui para a percepção dos tremores no Nordeste é a composição das rochas antigas da região, que facilitam a propagação das ondas sísmicas. Assim, mesmo terremotos de menor intensidade podem ser sentidos por uma área maior da população.
Especialistas destacam, porém, que o Brasil continua sendo uma região de baixa atividade sísmica quando comparado a países localizados nas bordas das placas tectônicas, como Japão, Chile e regiões próximas aos Andes.
Fonte: Jornal O Sul
