Por que tanta gente está tomando magnésio? Saiba o que diz a ciência sobre o suplemento

O magnésio é um mineral fundamental para o funcionamento do organismo e participa de mais de 600 reações enzimáticas, contribuindo para a produção de energia, formação de proteínas, controle da glicemia, regulação da pressão arterial e outros processos metabólicos.

Segundo o MedlinePlus, da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, a falta de magnésio pode estar associada a uma alimentação com poucos alimentos naturais e rica em produtos ultraprocessados. Problemas digestivos, doenças renais e dificuldades de absorção também podem reduzir os níveis do mineral no corpo.

Entre as principais funções do magnésio estão a participação na transmissão de impulsos nervosos, contração muscular, formação dos ossos, reparo do DNA e regulação da pressão arterial. O mineral também tem sido estudado por possíveis benefícios para a qualidade do sono e a saúde mental.

Uma revisão publicada em 2021, que analisou três estudos clínicos com pessoas acima de 50 anos, indicou que participantes que consumiram magnésio adormeceram, em média, 17 minutos mais rápido do que aqueles que receberam placebo. Outras pesquisas também apontam possíveis efeitos na redução de sintomas de depressão.

A recomendação diária é de cerca de 420 mg para homens adultos e 320 mg para mulheres adultas. Na maioria dos casos, a quantidade necessária pode ser obtida por meio da alimentação, com fontes como folhas verdes, nozes, sementes, cereais integrais, leguminosas, peixes e frutos do mar.

Apesar dos benefícios, o uso exagerado de suplementos pode causar excesso de magnésio no sangue, chamado de hipermagnesemia. A condição pode provocar sintomas como diarreia, sonolência, náuseas, queda da pressão arterial e alterações no sistema nervoso.

Por isso, especialistas recomendam que a suplementação seja feita de forma individualizada e com orientação de um profissional de saúde, principalmente em usos prolongados.

Fonte: Jornal O Sul.