O parasita que infecta um terço da humanidade, mas ainda é negligenciado
Pesquisadores estão pedindo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheça a Toxoplasmose como uma doença tropical negligenciada, o que poderia ampliar investimentos em prevenção, diagnóstico e tratamento.
A infecção é causada pelo parasita Toxoplasma gondii e pode ser transmitida por alimentos contaminados, água, carnes mal cozidas ou contato com fezes de gatos. Estimativas indicam que até um terço da população mundial já foi exposta ao parasita, embora na maioria dos casos a infecção permaneça sem sintomas.
O principal alerta dos cientistas está nos casos mais graves. Quando a infecção ocorre durante a gravidez, pode atravessar a placenta e causar aborto espontâneo ou sequelas neurológicas e oculares no feto. Há ainda registros de toxoplasmose congênita em dezenas de milhares de bebês todos os anos.
Outro ponto de preocupação é o impacto ocular da doença, já que ela pode provocar inflamações na retina e levar à perda de visão. Pesquisas também investigam possíveis associações entre infecção crônica e alterações comportamentais, embora esse tema ainda seja debatido.
Os autores do estudo argumentam que a doença se enquadra nos critérios da OMS para doenças tropicais negligenciadas por afetar mais fortemente populações vulneráveis e regiões com menor acesso a saneamento e saúde. Em algumas áreas, a taxa de infecção pode chegar a níveis muito elevados, especialmente em comunidades mais pobres.
Atualmente, não existe vacina contra a toxoplasmose e o tratamento disponível não elimina completamente o parasita, apenas controla manifestações da infecção.
Fonte: Jornal O Sul
A infecção é causada pelo parasita Toxoplasma gondii e pode ser transmitida por alimentos contaminados, água, carnes mal cozidas ou contato com fezes de gatos. Estimativas indicam que até um terço da população mundial já foi exposta ao parasita, embora na maioria dos casos a infecção permaneça sem sintomas.
O principal alerta dos cientistas está nos casos mais graves. Quando a infecção ocorre durante a gravidez, pode atravessar a placenta e causar aborto espontâneo ou sequelas neurológicas e oculares no feto. Há ainda registros de toxoplasmose congênita em dezenas de milhares de bebês todos os anos.
Outro ponto de preocupação é o impacto ocular da doença, já que ela pode provocar inflamações na retina e levar à perda de visão. Pesquisas também investigam possíveis associações entre infecção crônica e alterações comportamentais, embora esse tema ainda seja debatido.
Os autores do estudo argumentam que a doença se enquadra nos critérios da OMS para doenças tropicais negligenciadas por afetar mais fortemente populações vulneráveis e regiões com menor acesso a saneamento e saúde. Em algumas áreas, a taxa de infecção pode chegar a níveis muito elevados, especialmente em comunidades mais pobres.
Atualmente, não existe vacina contra a toxoplasmose e o tratamento disponível não elimina completamente o parasita, apenas controla manifestações da infecção.
Fonte: Jornal O Sul
