Nove em cada 10 pessoas no País têm acesso a celular e internet diariamente


O Brasil atingiu um novo recorde no uso da internet. No quarto trimestre de 2025, 168,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais estavam conectadas, o equivalente a 90,5% da população dessa faixa etária. O dado é o maior registrado pela série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad TIC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A frequência de acesso também cresceu: 95,6% dos usuários utilizavam a internet diariamente.

O levantamento mostrou ainda que 167,4 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais possuíam telefone celular para uso pessoal, representando 89,8% da população. Entre eles, 98,1% tinham acesso à internet pelo aparelho.

A presença dos celulares alcançou o maior nível desde o início da série histórica, em 2016. Naquele ano, 77,4% da população tinha telefone celular. Em 2025, 19,1 milhões de pessoas ainda não possuíam o dispositivo.

Nas áreas rurais, o avanço foi mais significativo: o percentual de moradores com celular passou de 54,6%, em 2016, para 79,3%, em 2025. Nas áreas urbanas, o índice subiu de 81,2% para 91,1% no mesmo período.

O acesso à internet também avançou no campo. Entre 2024 e 2025, o crescimento foi de 1,9 ponto percentual nas áreas rurais e de 1,2 ponto percentual nas áreas urbanas. Desde 2019, a expansão chegou a 28,5 pontos percentuais entre moradores do campo e 8 pontos percentuais nas cidades.

Apesar do avanço, cerca de 4 milhões de domicílios ainda não utilizavam internet. Entre os principais motivos estavam:

• Nenhum morador sabia utilizar a internet (36,5%);
• O serviço era considerado caro (25,9%);
• Falta de necessidade de uso (25,2%).

Computadores e TV por assinatura

A pesquisa também apontou uma possível estabilização na queda da presença de computadores nos lares brasileiros. Em 2025, 38,7% dos domicílios tinham microcomputador, contra 38,5% em 2024.

O número de casas com computador vinha diminuindo desde 2016, mas voltou a crescer após 2019 e alcançou o maior volume da série histórica em 2025.

Já a televisão continuou presente na maioria dos lares: 75,1 milhões de domicílios (93,9%) tinham aparelho de TV em 2025. Porém, o acesso à TV por assinatura seguiu em queda, chegando ao menor nível da série histórica, com 23,5% dos domicílios.

Entre os motivos apontados para a redução do serviço estão o preço elevado, citado por 26,1% da população, e a falta de interesse, mencionada por 62,2%.

Fonte: Jornal O Sul.