Nasa tenta impedir que telescópio Swift caia de volta à terra
A Nasa e a startup Katalyst Space Technologies lançaram uma missão inédita para tentar rebocar um telescópio espacial e levá-lo a uma órbita mais estável, evitando que ele se desintegre na atmosfera da Terra.
A operação, iniciada nesta sexta-feira (3) a partir de um atol no oceano Pacífico, tem como alvo o Observatório Neil Gehrels Swift, da agência espacial americana, em funcionamento desde 2004 e avaliado em cerca de US$ 500 milhões. O telescópio, que não possui sistema próprio de propulsão, está com falhas e, segundo a Nasa, deve reentrar na atmosfera até o fim do ano caso não seja recuperado.
Para tentar salvá-lo, a Nasa contratou a Katalyst por cerca de US$ 30 milhões. A empresa desenvolveu a espaçonave Link, projetada para se acoplar ao telescópio e rebocá-lo para uma órbita mais alta e estável, ampliando sua vida útil.
O lançamento envolveu uma operação complexa: um avião TriStar decolou do atol de Kwajalein, nas Ilhas Marshall, liberando um foguete Pegasus XL que levou a espaçonave ao espaço. A partir daí, o veículo iniciará uma jornada de aproximadamente um mês até se aproximar do Swift.
A fase de acoplamento deve ocorrer com uso de sistemas autônomos, sensores e braços robóticos para capturar o telescópio que orbita a Terra a cerca de 27 mil km/h. Após a conexão, a previsão é de cerca de 60 dias para elevar o equipamento até uma órbita de aproximadamente 600 km acima da Terra.
A missão é considerada um teste pioneiro de tecnologia de manutenção e reboque de satélites em órbita, com potencial aplicação futura tanto civil quanto militar. A iniciativa também é acompanhada de perto por outras potências espaciais, como a China, que já realizou testes de manobras de acoplamento e reboque orbital nos últimos anos.
Fonte: Jornal O Sul
