Festival de Cinema de Sarajevo homenageará ator mexicano Diego Luna e o cineasta iraniano Farhadi


SARAJEVO, 27 Jul (Reuters) - O Festival de Cinema de Sarajevo (SFF) homenageará o ator, diretor e produtor mexicano Diego Luna em sua 32ª edição, que terá início em 14 de agosto, bem como o cineasta e roteirista iraniano vencedor do Oscar Asghar Farhadi, informou o SFF nesta segunda-feira.

“Por meio de sua obra excepcional, Diego Luna deixou uma marca profunda no cinema contemporâneo, e é uma grande honra para nós conceder a ele o prêmio ‘Coração Honorário de Sarajevo’”, afirmou o diretor do SFF, Jovan Marjanovic, em comunicado.

O trabalho de Luna no cinema, na televisão e no teatro tem sido reconhecido por sua variedade criativa, consciência social e compromisso com a ampliação da representação latina e hispânica nos palcos internacionais, observou o SFF. Ele foi indicado aos prêmios Globo de Ouro e Emmy pela série “Andor”, da Disney+, na qual atuou e foi produtor executivo.

Luna apresentará “Ashes”, seu mais recente longa-metragem como diretor, que estreou no Festival de Cannes deste ano, e ministrará uma masterclass.

O SFF também homenageará o iraniano Farhadi, que recebeu inúmeros prêmios internacionais, incluindo dois Oscars, um Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim e o prêmio de melhor roteirista no Festival de Cannes, entre outros.Em 2018, Farhadi presidiu o júri do SFF para a competição de longas-metragens; função que será assumida este ano pela atriz britânica Emily Watson. Este ano, uma retrospectiva da obra de Farhadi será apresentada como parte do programa “Tribute To” (homenagem a) do festival.

O festival de Sarajevo, fundado no final da guerra da Bósnia (1992-1995) por um grupo de entusiastas do cinema, terá como filme de abertura “A Terra do Meu Pai”, o novo filme do diretor vencedor do Oscar Pawel Pawlikowski, que encerra sua trilogia sobre a Guerra Fria.

“Parece que o filme combina com o Festival de Cinema de Sarajevo porque está impregnado de história e de conflito, em situações que ainda estão na memória viva da Bósnia. Parece um bom contexto para exibir o filme”, disse Pawlikowski em um comunicado.

(Reportagem de Daria Sito-Sucic)