Fator genético está ligado à menor incidência de autismo em meninas
Uma pesquisa recente publicada na revista científica Nature Genetics sugere que meninas podem ter um fator genético de proteção contra o transtorno do espectro autista (TEA). O estudo, conduzido por pesquisadores do MIT, indica que o cromossomo X inativo, presente nas mulheres, pode oferecer maior resiliência ao desenvolvimento neurológico, reduzindo a incidência do transtorno no sexo feminino.
Atualmente, os diagnósticos de autismo ocorrem em uma proporção de cerca de três meninos para cada menina. Especialistas destacam, porém, que fatores sociais também contribuem para esse cenário. Em muitos casos, os sinais do TEA nas meninas são mais difíceis de identificar, pois elas tendem a apresentar comportamentos mais discretos e a desenvolver estratégias de camuflagem social, imitando padrões considerados neurotípicos.
O estudo reforça a importância de aprimorar os critérios de avaliação e capacitar profissionais para reconhecer as diferentes manifestações do autismo em meninas, favorecendo diagnósticos mais precoces e o acesso a intervenções terapêuticas no momento mais adequado.
Fonte: Jornal O Sul
