Exame de sangue que reduz a necessidade de biópsias após transplantes chega ao Brasil
A possibilidade de rejeição em transplantes é uma das principais preocupações no acompanhamento de pacientes transplantados. Hoje, quando há suspeita de complicações, o método mais comum de investigação ainda é a biópsia, em que uma pequena amostra do órgão é retirada para análise. No entanto, uma nova tecnologia que começa a chegar ao Brasil promete tornar esse monitoramento menos invasivo.
O exame de DNA livre circulante derivado do doador (dd-cfDNA) analisa fragmentos de material genético do órgão transplantado que circulam no sangue do paciente. Segundo especialistas, quando há dano ao órgão — como em casos de rejeição, infecção ou outras complicações — a quantidade desse DNA tende a aumentar, funcionando como um sinal de alerta precoce.
A tecnologia já é utilizada nos Estados Unidos desde 2017 e vem sendo adotada em centros de transplante na Europa. No Brasil, o exame foi adaptado e validado pelo Instituto de Imunogenética (Igen), sendo o primeiro laboratório da América Latina a oferecer o teste, com custo estimado em cerca de R$ 900.
Uma das principais vantagens é a possibilidade de reduzir a necessidade de biópsias, que são procedimentos invasivos, com risco e desconforto para o paciente. O exame é feito a partir de uma simples coleta de sangue e pode indicar quando a probabilidade de rejeição é baixa, ajudando a evitar intervenções desnecessárias.
Apesar disso, o dd-cfDNA não substitui a biópsia nem confirma sozinho um diagnóstico de rejeição. Ele funciona como uma ferramenta complementar, auxiliando a equipe médica na decisão sobre a necessidade de investigação mais aprofundada.
Estudos internacionais e pesquisas realizadas no Brasil sugerem que o teste pode identificar sinais de lesão no órgão meses antes de alterações clínicas mais evidentes. Em um estudo com cerca de 400 pacientes transplantados, aproximadamente 80% das biópsias feitas por suspeita de rejeição não confirmaram o problema, o que indica que poderiam ter sido evitadas com o auxílio do exame.
A tecnologia também está sendo avaliada em diferentes tipos de transplante, como coração, rim, pulmão e pâncreas, com maior avanço nas aplicações cardíacas e renais. No Hospital de Clínicas de Porto Alegre, pesquisadores investigam especialmente o impacto do teste em pacientes cardíacos, que costumam passar por múltiplas biópsias no primeiro ano após o transplante.
A expectativa é que o exame possa tornar o acompanhamento mais seguro, menos invasivo e mais confortável para os pacientes, além de otimizar o uso de procedimentos diagnósticos no sistema de saúde.
Fonte: Jornal O Sul
O exame de DNA livre circulante derivado do doador (dd-cfDNA) analisa fragmentos de material genético do órgão transplantado que circulam no sangue do paciente. Segundo especialistas, quando há dano ao órgão — como em casos de rejeição, infecção ou outras complicações — a quantidade desse DNA tende a aumentar, funcionando como um sinal de alerta precoce.
A tecnologia já é utilizada nos Estados Unidos desde 2017 e vem sendo adotada em centros de transplante na Europa. No Brasil, o exame foi adaptado e validado pelo Instituto de Imunogenética (Igen), sendo o primeiro laboratório da América Latina a oferecer o teste, com custo estimado em cerca de R$ 900.
Uma das principais vantagens é a possibilidade de reduzir a necessidade de biópsias, que são procedimentos invasivos, com risco e desconforto para o paciente. O exame é feito a partir de uma simples coleta de sangue e pode indicar quando a probabilidade de rejeição é baixa, ajudando a evitar intervenções desnecessárias.
Apesar disso, o dd-cfDNA não substitui a biópsia nem confirma sozinho um diagnóstico de rejeição. Ele funciona como uma ferramenta complementar, auxiliando a equipe médica na decisão sobre a necessidade de investigação mais aprofundada.
Estudos internacionais e pesquisas realizadas no Brasil sugerem que o teste pode identificar sinais de lesão no órgão meses antes de alterações clínicas mais evidentes. Em um estudo com cerca de 400 pacientes transplantados, aproximadamente 80% das biópsias feitas por suspeita de rejeição não confirmaram o problema, o que indica que poderiam ter sido evitadas com o auxílio do exame.
A tecnologia também está sendo avaliada em diferentes tipos de transplante, como coração, rim, pulmão e pâncreas, com maior avanço nas aplicações cardíacas e renais. No Hospital de Clínicas de Porto Alegre, pesquisadores investigam especialmente o impacto do teste em pacientes cardíacos, que costumam passar por múltiplas biópsias no primeiro ano após o transplante.
A expectativa é que o exame possa tornar o acompanhamento mais seguro, menos invasivo e mais confortável para os pacientes, além de otimizar o uso de procedimentos diagnósticos no sistema de saúde.
Fonte: Jornal O Sul
