Estudo reforça ação de canetas emagrecedoras na redução da perda cognitiva
Medicamentos como Ozempic, Wegovy (semaglutida) e Mounjaro (tirzepatida), amplamente utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, também estão sendo estudados por seu possível efeito na proteção do cérebro. A hipótese surgiu porque o diabetes está associado a um maior risco de declínio cognitivo e demência, levando pesquisadores a investigar se essas medicações poderiam ajudar a prevenir doenças neurodegenerativas.
Apesar da expectativa, grandes estudos clínicos recentes com a semaglutida em pacientes com Alzheimer em estágio inicial não demonstraram benefícios significativos na desaceleração da perda cognitiva. Os resultados indicam que esses medicamentos não foram eficazes no tratamento da doença já instalada, reforçando os desafios no combate à neurodegeneração.
Por outro lado, uma pesquisa baseada em dados de mais de 88 mil pacientes com diabetes tipo 2 apontou resultados promissores para a tirzepatida. O estudo mostrou que pessoas tratadas com o medicamento apresentaram menor incidência de comprometimento cognitivo leve — condição considerada um estágio inicial que pode anteceder a demência — quando comparadas às que utilizaram semaglutida.
Os pesquisadores destacam que o cérebro depende diretamente da saúde metabólica, do bom funcionamento dos vasos sanguíneos e do controle da inflamação, fatores frequentemente comprometidos em pessoas com diabetes. Por isso, medicamentos que melhoram o metabolismo podem contribuir para reduzir o risco de problemas cognitivos no futuro.
Embora os resultados sejam animadores, os cientistas ressaltam que ainda não há evidências suficientes para afirmar que esses medicamentos previnem Alzheimer ou outras formas de demência. Novos estudos serão necessários para confirmar se os benefícios observados podem realmente proteger o cérebro a longo prazo.
Fonte: Jornal O Sul
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