Conheça os benefícios da dieta mediterrânea
Uma dieta rica em frutas, vegetais, legumes, grãos integrais, nozes, sementes, proteínas magras e gorduras saudáveis pode ajudar a reduzir sinais de envelhecimento cerebral, segundo um estudo realizado por pesquisadores de Israel.
A pesquisa indica que a dieta mediterrânea pode retardar o envelhecimento acelerado do cérebro, especialmente em pessoas com obesidade, mesmo com uma pequena redução de peso corporal. Após 18 meses de acompanhamento, exames de imagem mostraram que a idade cerebral dos participantes parecia cerca de nove meses mais jovem do que o esperado em relação à idade cronológica.
O estudo analisou aproximadamente 100 pessoas que faziam parte de um ensaio clínico maior realizado em Israel. Os participantes passaram por avaliações antes do início da pesquisa e novamente após 18 meses, incluindo exames cerebrais, testes de função hepática, níveis de colesterol e acompanhamento do peso corporal.
Os voluntários foram divididos em três grupos: o primeiro seguiu uma dieta mediterrânea com maior consumo de nozes, peixe e frango em substituição à carne vermelha; o segundo adotou uma versão semelhante, com inclusão de alimentos ricos em polifenóis, como chá verde; e o terceiro seguiu orientações gerais de alimentação saudável.
Ao longo do período, os participantes perderam, em média, cerca de 2,3 quilos. Os pesquisadores observaram que, para cada 1% de redução do peso corporal, os cérebros apresentavam uma aparência equivalente a aproximadamente nove meses de menor idade.
Apesar dos resultados positivos, os cientistas afirmam que ainda não é possível determinar se as mudanças observadas na conectividade cerebral representam melhorias diretas na capacidade cognitiva. Mesmo assim, o estudo reforça a relação entre alimentação equilibrada e saúde cerebral.
“Nosso estudo destaca a importância de um estilo de vida saudável, incluindo menor consumo de alimentos processados, doces e bebidas, na manutenção da saúde do cérebro”, afirmou o neurocientista Gidon Levakov, da Universidade Ben-Gurion do Negev, em Israel.
Entre as limitações da pesquisa, os autores destacam que a maioria dos participantes era formada por homens e que parte das informações sobre alimentação e hábitos de vida foi obtida por meio de questionários, o que pode influenciar a precisão dos dados.
Fonte: Jornal O Sul
