Como um “simples” exame de sangue pode prever risco de câncer de pulmão até 5 anos antes do diagnóstico
Pesquisadores identificaram um conjunto de 14 proteínas presentes no sangue que pode indicar um risco aumentado de desenvolvimento de câncer de pulmão com até cinco anos de antecedência ao diagnóstico. O estudo, publicado na revista científica Cell, representa um avanço importante na busca por exames capazes de detectar precocemente alterações biológicas associadas à doença.
A pesquisa foi conduzida por uma equipe internacional liderada pelo Francis Crick Institute, no Reino Unido, utilizando dados do Biobanco do Reino Unido, que reúne amostras de sangue e informações de saúde de centenas de milhares de voluntários. Com auxílio de inteligência artificial, os cientistas analisaram cerca de 3 mil proteínas e identificaram um conjunto de 14 biomarcadores capazes de estimar, com maior precisão, o risco futuro de câncer de pulmão.
Ao combinar essas proteínas com fatores como idade, histórico de tabagismo e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), o modelo apresentou desempenho superior aos métodos atuais de avaliação de risco. Os resultados também foram confirmados em outras populações, envolvendo mais de 55 mil participantes em países como Estados Unidos, China, Islândia e Taiwan.
Segundo os pesquisadores, essas proteínas não detectam o tumor já formado, mas refletem um processo biológico de inflamação e reparo do tecido pulmonar, considerado um ambiente favorável ao surgimento do câncer. Isso pode ajudar a explicar por que algumas pessoas desenvolvem a doença mesmo sem nunca terem fumado, enquanto outras, apesar do tabagismo prolongado, nunca apresentam o problema.
Os cientistas também observaram que fatores como poluição do ar, DPOC e fibrose pulmonar podem desencadear processos inflamatórios semelhantes aos identificados pela assinatura proteica, reforçando a importância da inflamação crônica no desenvolvimento do câncer de pulmão.
Apesar dos resultados promissores, os especialistas ressaltam que o teste ainda não está disponível para uso clínico. A assinatura proteica precisa passar por novas etapas de validação para confirmar sua eficácia e segurança antes de ser incorporada à prática médica.
Se confirmada em estudos futuros, a descoberta poderá contribuir para estratégias de rastreamento mais personalizadas, permitindo identificar pessoas com maior risco e possibilitando diagnósticos mais precoces da doença.
Fonte: Jornal O Sul.
A pesquisa foi conduzida por uma equipe internacional liderada pelo Francis Crick Institute, no Reino Unido, utilizando dados do Biobanco do Reino Unido, que reúne amostras de sangue e informações de saúde de centenas de milhares de voluntários. Com auxílio de inteligência artificial, os cientistas analisaram cerca de 3 mil proteínas e identificaram um conjunto de 14 biomarcadores capazes de estimar, com maior precisão, o risco futuro de câncer de pulmão.
Ao combinar essas proteínas com fatores como idade, histórico de tabagismo e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), o modelo apresentou desempenho superior aos métodos atuais de avaliação de risco. Os resultados também foram confirmados em outras populações, envolvendo mais de 55 mil participantes em países como Estados Unidos, China, Islândia e Taiwan.
Segundo os pesquisadores, essas proteínas não detectam o tumor já formado, mas refletem um processo biológico de inflamação e reparo do tecido pulmonar, considerado um ambiente favorável ao surgimento do câncer. Isso pode ajudar a explicar por que algumas pessoas desenvolvem a doença mesmo sem nunca terem fumado, enquanto outras, apesar do tabagismo prolongado, nunca apresentam o problema.
Os cientistas também observaram que fatores como poluição do ar, DPOC e fibrose pulmonar podem desencadear processos inflamatórios semelhantes aos identificados pela assinatura proteica, reforçando a importância da inflamação crônica no desenvolvimento do câncer de pulmão.
Apesar dos resultados promissores, os especialistas ressaltam que o teste ainda não está disponível para uso clínico. A assinatura proteica precisa passar por novas etapas de validação para confirmar sua eficácia e segurança antes de ser incorporada à prática médica.
Se confirmada em estudos futuros, a descoberta poderá contribuir para estratégias de rastreamento mais personalizadas, permitindo identificar pessoas com maior risco e possibilitando diagnósticos mais precoces da doença.
Fonte: Jornal O Sul.
