“As crianças brincam menos hoje por sobrecarga de tarefas e telas”, diz pesquisador
A adaptação da música infantil “Atirei o pau no gato”, feita com o objetivo de evitar uma mensagem de violência contra os animais, pode ter reduzido a popularidade da cantiga entre as crianças, segundo o pesquisador Nélio Spréa, doutor em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Especialista em tradições populares da infância, Spréa explica que a música faz parte da cultura brasileira há mais de um século e que sua estrutura, incluindo a métrica e o momento do “miau” no final da canção, tem papel importante na brincadeira coletiva.
O pesquisador defende que adaptações podem acontecer, mas devem preservar o caráter lúdico das cantigas. Ele cita como exemplo uma mudança mais simples na letra, substituindo termos considerados problemáticos sem alterar o ritmo e a dinâmica da brincadeira.
Para Spréa, muitas brincadeiras tradicionais estão perdendo espaço porque as crianças têm menos tempo livre, agendas mais cheias e maior exposição às telas. Segundo ele, as brincadeiras coletivas ajudam no desenvolvimento da linguagem, da criatividade, da interação social e da coordenação motora.
O especialista também critica proibições de determinadas brincadeiras e músicas nas escolas, defendendo que esses momentos podem ser utilizados para diálogo e aprendizagem, em vez de simplesmente serem eliminados.
Sobre o uso da tecnologia, Spréa afirma que as famílias precisam estabelecer limites para o tempo de tela e incentivar experiências presenciais, já que o excesso de dispositivos pode prejudicar a interação, a paciência e o desenvolvimento emocional das crianças.
Fonte: Jornal O Sul
Especialista em tradições populares da infância, Spréa explica que a música faz parte da cultura brasileira há mais de um século e que sua estrutura, incluindo a métrica e o momento do “miau” no final da canção, tem papel importante na brincadeira coletiva.
O pesquisador defende que adaptações podem acontecer, mas devem preservar o caráter lúdico das cantigas. Ele cita como exemplo uma mudança mais simples na letra, substituindo termos considerados problemáticos sem alterar o ritmo e a dinâmica da brincadeira.
Para Spréa, muitas brincadeiras tradicionais estão perdendo espaço porque as crianças têm menos tempo livre, agendas mais cheias e maior exposição às telas. Segundo ele, as brincadeiras coletivas ajudam no desenvolvimento da linguagem, da criatividade, da interação social e da coordenação motora.
O especialista também critica proibições de determinadas brincadeiras e músicas nas escolas, defendendo que esses momentos podem ser utilizados para diálogo e aprendizagem, em vez de simplesmente serem eliminados.
Sobre o uso da tecnologia, Spréa afirma que as famílias precisam estabelecer limites para o tempo de tela e incentivar experiências presenciais, já que o excesso de dispositivos pode prejudicar a interação, a paciência e o desenvolvimento emocional das crianças.
Fonte: Jornal O Sul
