Adolescentes britânicos relatam melhorias no sono e bem-estar com restrições às redes sociais, aponta estudo

LONDRES, 14 Jul (Reuters) - Adolescentes britânicos que participaram de um estudo apoiado pelo governo sobre restrições ao uso das redes sociais relataram melhorias no sono, na concentração e no bem-estar, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira.

A proibição total do uso de aplicativos de redes sociais gerou os maiores ganhos relatados em termos de concentração, mas também causou o maior impacto social.

Um toque de recolher noturno para as redes sociais foi a restrição mais fácil de ser mantida pelas famílias e produziu os benefícios mais consistentes relatados em relação ao sono.

As restrições eram comumente contornadas por meio de tablets, laptops e celulares antigos, enquanto os adolescentes afirmaram que controles mais amplos também poderiam ser contornados por meio de VPNs e declarações falsas de idade.

O estudo, envolvendo 309 famílias, foi encomendado pelo governo antes que o primeiro-ministro cessante, Keir Starmer, anunciasse planos para proibir o acesso às redes sociais para menores de 16 anos.

Participantes com idades entre 13 e 17 anos foram designados a uma das três intervenções por um mês: um limite diário de 15 minutos por aplicativo de rede social, um toque de recolher das 21h às 7h para o uso de redes sociais ou a remoção completa dos aplicativos de redes sociais de seus dispositivos.

Todos esses grupos relataram melhorias no sono, no humor, na concentração, no tempo dedicado aos estudos e na interação familiar.

O limite de 15 minutos por aplicativo teve a menor taxa de adesão e foi frequentemente descrito como impraticável, pois interrompia conversas e a comunicação entre pares.

Muitos participantes relataram se sentir desconectados dos amigos durante o estudo, especialmente quando o Snapchat era seu principal meio de comunicação.

Eles afirmaram que as restrições deveriam levar em conta a idade e a maturidade, com maior autonomia para os adolescentes mais velhos.

(Reportagem de Sam Tabahriti)