Walter Salles comenta escolha de “Central do Brasil” como o melhor filme brasileiro de todos os tempos: “Um presente”
Em depoimento ao periódico, Walter Salles comentou o reconhecimento de “Central do Brasil” e o top 100 do cinema nacional: “Em ‘Central do Brasil’, a busca pelo pai também era a busca pelo país. É um filme que parte Brasil adentro atrás de reflexos da identidade brasileira, depois de 21 anos de ditadura militar e dos anos do desgoverno Collor. Que o desejo que norteou o filme ainda esteja vivo hoje é um presente para todos nós que o realizamos de forma tão coletiva. Não existiria “Central do Brasil” sem a extraordinária Fernanda Montenegro, que elevou o filme e o imantou junto com Vinicius de Oliveira, Marília Pera, Othon Bastos, Otávio Augusto e tantos outros craques. Sem Socorro Nobre que nos inspirou, sem o camisa 10 que é Walter Carvalho, sem os grandes Jaques Morelembaum e Antonio Pinto, sem os roteiristas Marcos Bernstein e João Emanuel Carneiro, sem a montagem de Isabelle Rathery e Felipe Lacerda, sem a produção de Elisa Tolomelli e Marcelo Torres, e cada uma das pessoas da equipe que tornou o filme possível. É uma honra fazer parte do cinema brasileiro, numa lista com filmes que admiro tanto. Finalmente, viva cada filme dessa lista e viva a pluralidade do Cinema Brasileiro, do qual é uma honra fazer parte!”, declarou o cineasta Walter Salles.
Cineastas mulheres
Divulgada na última sexta-feira (19), a lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos contemplou 17 longas dirigidos ou codirigidos por cineastas mulheres. Ao todo, 16 diretoras marcaram presença na lista.
Kátia Lund é a cineasta mais bem posicionada na lista, tendo dirigido o terceiro melhor filme brasileiro da história, “Cidade de Deus” (2002), em parceria com Fernando Meirelles. Ela também é a única mulher com dois trabalhos na seleção. Ela também realizou “Notícias de uma guerra particular”, codirigido por João Moreira Salles.
Veja abaixo todos os longas de diretoras na lista:
– “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles e Kátia Lund;
– “A hora da estrela”, de Suzana Amaral;
– “Que horas ela volta?”, de Anna Muylaert;
– “Terra estrangeira”, de Daniela Thomas e Walter Salles;
– “Bicho de sete cabeças”, de Laís Bodanzky;
– “Mar de rosas”, de Ana Carolina;
– “Manas”, de Marianna Brennand;
– “Carlota Joaquina, princesa do Brazil”, de Carla Camurati;
– “Amor maldito”, de Adélia Sampaio;
– “Que bom te ver viva”, de Lúcia Murat;
– “As boas maneiras”, de Marco Dutra e Juliana Rojas;
– “Mato seco em chamas”, de Adirley Queirós e Joana Pimenta;
– “Notícias de uma guerra particular”, de João Moreira Salles e Kátia Lund;
– “Era o Hotel Cambridge”, de Eliane Caffé;
– “Carvão”, de Carolina Markowicz;
– “Elena”, de Petra Costa;
– “Justiça”, de Maria Augusta Ramos.
As informações são do jornal O Globo.
Fonte: Jornal O Sul
