Suspensão da vacina da dengue cria incerteza sobre ritmo de imunização em massa
A suspensão preventiva da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan gerou incertezas sobre o futuro da estratégia de imunização em massa contra a doença no Brasil. A decisão foi tomada após o registro de 42 casos de reações adversas graves e duas mortes que ainda estão sendo investigadas.
Segundo o Ministério da Saúde, os eventos são raros, representando apenas 0,008% das mais de 500 mil doses aplicadas. O diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, afirmou que não há dúvidas sobre a eficácia do imunizante e que a pausa tem caráter preventivo, para avaliar se existe relação entre os casos e a vacina.
Considerada a principal aposta do SUS para ampliar a proteção contra a dengue, a Butantan-DV possui a vantagem de ser aplicada em dose única. O governo já havia firmado contrato para a entrega de 3,9 milhões de doses até 2027, com expectativa de expansão para cerca de 60 milhões de unidades no futuro.
Enquanto as investigações seguem sem prazo para conclusão, o Instituto Butantan informou que poderá reavaliar o ritmo de produção da vacina. Com isso, a imunização pelo SUS ficará temporariamente restrita à vacina Qdenga, da farmacêutica japonesa Takeda, aplicada em duas doses e destinada a pessoas de 4 a 60 anos.
A vacinação em larga escala ganhou importância após a explosão de casos de dengue registrada em 2024, quando o Brasil contabilizou mais de 6 mil mortes pela doença. Agora, o governo acompanha os resultados das investigações para definir os próximos passos da campanha nacional de imunização.
Fonte: Jornal O Sul
Segundo o Ministério da Saúde, os eventos são raros, representando apenas 0,008% das mais de 500 mil doses aplicadas. O diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, afirmou que não há dúvidas sobre a eficácia do imunizante e que a pausa tem caráter preventivo, para avaliar se existe relação entre os casos e a vacina.
Considerada a principal aposta do SUS para ampliar a proteção contra a dengue, a Butantan-DV possui a vantagem de ser aplicada em dose única. O governo já havia firmado contrato para a entrega de 3,9 milhões de doses até 2027, com expectativa de expansão para cerca de 60 milhões de unidades no futuro.
Enquanto as investigações seguem sem prazo para conclusão, o Instituto Butantan informou que poderá reavaliar o ritmo de produção da vacina. Com isso, a imunização pelo SUS ficará temporariamente restrita à vacina Qdenga, da farmacêutica japonesa Takeda, aplicada em duas doses e destinada a pessoas de 4 a 60 anos.
A vacinação em larga escala ganhou importância após a explosão de casos de dengue registrada em 2024, quando o Brasil contabilizou mais de 6 mil mortes pela doença. Agora, o governo acompanha os resultados das investigações para definir os próximos passos da campanha nacional de imunização.
Fonte: Jornal O Sul
