Quase 30% das mortes por influenza no Brasil em 2026 foram registradas nas últimas 2 semanas


O Brasil registrou 505 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associadas aos vírus Influenza A e B entre janeiro e maio de 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. Apenas nas duas últimas semanas, foram confirmados 136 desses óbitos, o que representa cerca de 27% do total registrado no ano.

Além das mortes confirmadas por influenza, outras 1.344 mortes por SRAG ainda não tiveram o agente causador identificado, o que pode indicar um número ainda maior de vítimas relacionadas a vírus respiratórios. O país também contabilizou 7.749 casos graves de gripe em 2026, número superior aos 6.250 casos registrados no mesmo período do ano passado.

Especialistas explicam que o aumento ocorre por causa da sazonalidade típica do outono e inverno, quando temperaturas mais baixas e o clima seco favorecem a circulação de vírus respiratórios. Neste ano, porém, houve uma antecipação desse período em algumas regiões, contribuindo para o aumento das internações e dos casos graves.

Apesar do crescimento dos registros, médicos afirmam que não há evidências de que os vírus da gripe tenham se tornado mais agressivos. Segundo especialistas, fatores como idade avançada, doenças crônicas, tabagismo e até coinfecções podem aumentar o risco de complicações.

Outro fator de preocupação é a baixa adesão à vacinação. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe terminou com apenas 38,5% de cobertura entre os grupos prioritários, muito abaixo da meta de 90%.

Em Porto Alegre, a vacinação contra a gripe foi ampliada para toda a população com mais de seis meses de idade. A prefeitura reforça o apelo para que crianças, gestantes e idosos procurem os postos de saúde, já que esses grupos continuam apresentando cobertura vacinal abaixo do esperado. A imunização segue disponível nas unidades de saúde enquanto houver doses em estoque.

Fonte: Jornal O Sul.