Papa Leão critica líderes que “alimentam” guerras enquanto milhões passam fome
Por Joshua McElwee
ROMA, 22 Jun (Reuters) - Os líderes mundiais estão “alimentando” guerras em vez de alimentar os famintos, afirmou o papa Leão 14 na segunda-feira, dizendo à agência de ajuda alimentar da ONU que as prioridades globais estavam gravemente distorcidas.
Leão, que tem se mostrado mais crítico em questões políticas nos últimos meses, instou os governos a aumentarem seus gastos no combate à fome e a não submeterem a ajuda alimentar a restrições baseadas em preocupações geopolíticas.
“Os conflitos são ‘alimentados’ mais prontamente do que as pessoas são nutridas”, disse o primeiro papa norte-americano durante uma visita à sede do Programa Mundial de Alimentos (PMA) em Roma.
“Essa realidade reflete não apenas deficiências operacionais, mas também um desequilíbrio fundamental nas prioridades políticas e morais”, afirmou ele.
O PMA é o maior provedor de ajuda alimentar em todo o mundo. Seu maior doador são os EUA, que anunciaram uma nova contribuição de US$800 milhões na semana passada, após cortes anteriores feitos pelo presidente Donald Trump que reduziram em mais da metade o financiamento planejado pelos EUA.
Leão, que despertou a ira de Trump no início deste ano após criticar a guerra contra o Irã, não mencionou nenhum líder específico na segunda-feira.
O papa lamentou que as crises humanitárias mundiais estejam sendo relegadas a um “lugar secundário entre as prioridades internacionais”.
Ele afirmou que os países “têm alocado cada vez mais seus recursos para a segurança nacional, o crescimento econômico e a estabilidade interna, desconsiderando a estreita ligação entre essas questões e a cooperação multilateral”.
ROMA, 22 Jun (Reuters) - Os líderes mundiais estão “alimentando” guerras em vez de alimentar os famintos, afirmou o papa Leão 14 na segunda-feira, dizendo à agência de ajuda alimentar da ONU que as prioridades globais estavam gravemente distorcidas.
Leão, que tem se mostrado mais crítico em questões políticas nos últimos meses, instou os governos a aumentarem seus gastos no combate à fome e a não submeterem a ajuda alimentar a restrições baseadas em preocupações geopolíticas.
“Os conflitos são ‘alimentados’ mais prontamente do que as pessoas são nutridas”, disse o primeiro papa norte-americano durante uma visita à sede do Programa Mundial de Alimentos (PMA) em Roma.
“Essa realidade reflete não apenas deficiências operacionais, mas também um desequilíbrio fundamental nas prioridades políticas e morais”, afirmou ele.
O PMA é o maior provedor de ajuda alimentar em todo o mundo. Seu maior doador são os EUA, que anunciaram uma nova contribuição de US$800 milhões na semana passada, após cortes anteriores feitos pelo presidente Donald Trump que reduziram em mais da metade o financiamento planejado pelos EUA.
Leão, que despertou a ira de Trump no início deste ano após criticar a guerra contra o Irã, não mencionou nenhum líder específico na segunda-feira.
O papa lamentou que as crises humanitárias mundiais estejam sendo relegadas a um “lugar secundário entre as prioridades internacionais”.
Ele afirmou que os países “têm alocado cada vez mais seus recursos para a segurança nacional, o crescimento econômico e a estabilidade interna, desconsiderando a estreita ligação entre essas questões e a cooperação multilateral”.