Inteligência artificial: perigo não é o fim da humanidade, mas o lucro a qualquer preço
O cientista Geoffrey Hinton, vencedor do Prêmio Nobel de Física de 2024 e considerado um dos “pais da inteligência artificial”, afirmou que robôs e sistemas de IA poderão superar os seres humanos em praticamente todas as atividades nas próximas décadas.
Durante a Sana AI Summit, em Nova York, Hinton declarou que modelos de IA já resolvem problemas matemáticos complexos por métodos inéditos e, no futuro, poderão evoluir sem depender de novos dados da internet. Segundo ele, o maior risco não está na tecnologia em si, mas no uso dela por grandes empresas em busca de lucro.
O pesquisador alertou que a corrida pela inteligência artificial pode gerar sistemas cada vez mais poderosos sem mecanismos adequados de segurança. Para Hinton, o desenvolvimento da IA deveria seguir princípios semelhantes à educação humana.
Por outro lado, especialistas como o cientista cognitivo Gary Marcus discordam dessa visão. Ele afirma que os modelos atuais apenas reconhecem padrões e preveem palavras, sem consciência ou compreensão real do mundo.
O debate reflete uma das principais questões da atualidade: a inteligência artificial está se aproximando de uma forma de inteligência comparável à humana ou continua sendo apenas uma ferramenta avançada de processamento de dados?
Fonte: Jornal O Sul
