Corpus Christi relembra tradição centenária da fé católica

 


Os feriados no Brasil, em geral, são seguidos de motivos importantes para existirem, em muitos, a questão é religiosa, no caso do feriado de “Corpus Christi”, principalmente.

A Igreja Católica possui muitas formas de celebrações, também dispõe de inúmeros santos e cada um tem seu dia de homenagens, muitos foram escolhidos como padroeiros de cidades, como por exemplo, a minha cidade de Barra do Ribeiro, onde o padroeiro é São José.

Mas o que significa, “Corpus Christi”?

Trata-se de uma celebração da Igreja Católica e significa: “Corpo de Cristo”. É uma comemoração religiosa que tem por objetivo solenizar o mistério da eucaristia, o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo. A festa de “Corpus Christi” é celebrada na quinta-feira, após o domingo da Santíssima Trindade, em homenagem à quinta-feira santa, quando Jesus instituiu o sacramento da eucaristia.

A festividade do “Corpus Christi” foi instituída pelo Papa Urbano IV no dia 8 de Setembro de 1264, em plena Idade Média.

A tradição de enfeitar as ruas, com tapetes construídos e decorados por pétalas de flores, começou na cidade de Ouro Preto em Minas Gerais. A procissão é uma recomendação do Código de Direito Canônico que determina ao Bispo Diocesano que tome as devidas providências para que aconteça a celebração, para testemunhar a adoração e veneração para com a Santíssima Eucaristia.

A procissão de “Corpus Christi”, lembra o retorno do povo de Israel, em busca da Terra Prometida. O Antigo Testamento narra que o povo escolhido de Deus, liderado por Moisés, foi alimentado com maná (alimento que Deus fez surgir no deserto para alimentar seu povo, que fugia da escravidão no Egito), no deserto.

A instituição da eucaristia simboliza que os fiéis são alimentados com o próprio corpo de Jesus Cristo, na presença da “Hóstia Sagrada”.

Utilidade pública: o dia de Corpus Christi não é feriado nacional e sim ponto facultativo federal para os órgãos públicos, no setor privado depende da legislação de cada estado ou município.

Lembro-me bem das aulas de “Religião”, quando era criança e adolescente, as aulas sempre voltadas fielmente à religião Católica, seus dogmas e celebrações, o Estado já era laico desde 1891, mas a Constituição de 1988 confirmou essa questão em seu artigo 5°, garantindo a inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença. Por isso, hoje, não há mais aulas de religião nas escolas e sim de: “Ensino Religioso”. Fica a reflexão!

Após ser promulgada, em 1988, a atual constituição cidadã confirmou que o Brasil segue sendo um país “Laico”, ou seja, não tem “Religião oficial”, assim sendo todos os cidadãos brasileiros têm liberdade para cultuar a religião que quiserem, e, que, de preferência, aja o respeito de todos, por todas as religiões.

Vamos a uma importante reflexão: Durante toda a história da humanidade os homens lutaram por questões religiosas, e hoje isso ainda acontece em vários lugares do mundo, mas cabe a nós cidadãos conscientes, respeitarmos o culto religioso do nosso próximo e também ensinarmos isso a nossos filhos, em prol da paz mundial.

Que o “Corpus Christi” seja celebrado, abençoado e respeitado!

* Prof. Luís Eduardo Souza Fraga – historiador e escritor (Contato: fragaluiseduardo@gmail.com)

Fonte Jornal O Sul.