Cientista brasileira desvenda formação precoce de buracos negros gigantes
Um estudo liderado pela astrônoma brasileira Catarina Aydar trouxe novas pistas sobre a formação de galáxias e buracos negros supermassivos no início do Universo. Utilizando observações do Telescópio Espacial James Webb, da Nasa, a equipe identificou estruturas cósmicas extremamente desenvolvidas em uma época em que o Universo tinha apenas cerca de 1,5 bilhão de anos, muito antes do que os modelos atuais previam.
A pesquisa indica a presença de buracos negros supermassivos em galáxias distantes que já apresentavam grande massa e organização em uma fase considerada muito precoce da evolução cósmica. A descoberta desafia parte das teorias sobre a formação dessas estruturas e sugere que alguns processos ocorreram mais rapidamente do que os cientistas imaginavam.
Entre os objetos analisados está um sistema composto por seis galáxias que provavelmente se fundirão no futuro para formar uma estrutura ainda maior. No centro desse conjunto há um buraco negro supermassivo que, segundo os pesquisadores, poderá se unir a outros buracos negros ao longo da evolução do sistema.
De acordo com Catarina Aydar, os resultados obtidos pelo James Webb estão levando os cientistas a reavaliar modelos cosmológicos utilizados para explicar o crescimento das primeiras galáxias. A pesquisadora destaca que os objetos observados são considerados casos extremos, mas fornecem evidências importantes sobre como algumas das maiores estruturas do Universo podem ter surgido muito mais cedo do que se acreditava.
O estudo reforça o papel do telescópio James Webb na exploração dos limites do Universo observável e no aprofundamento do conhecimento sobre os primeiros bilhões de anos da história cósmica.
Fonte: Jornal O Sul
