Saiba como a cafeína afeta o corpo e quando o consumo de café vira problema
O café, uma das bebidas mais consumidas pelos brasileiros e principal fonte de cafeína na rotina de muitas pessoas, pode trazer diversos benefícios para o organismo quando consumido de forma moderada. No entanto, especialistas alertam que o excesso pode provocar efeitos negativos sobre o sono, o sistema digestivo e a saúde em geral.
Segundo informações da rede de hospitais universitários federais HU Brasil, a cafeína atua no cérebro bloqueando a ação da adenosina, substância responsável por sinalizar a necessidade de descanso. Com isso, o estado de alerta é prolongado, aumentando a disposição, a concentração e a capacidade de manter o foco por mais tempo.
Estudos também indicam que o consumo moderado pode trazer benefícios cognitivos, auxiliando em funções como aprendizado, memória e até contribuindo para a melhora do humor. Além disso, pesquisas associam a ingestão equilibrada da bebida a um menor risco de declínio cognitivo ao longo do envelhecimento.
Especialistas consideram seguro para adultos saudáveis um consumo diário de aproximadamente 400 miligramas de cafeína, o equivalente a cerca de quatro xícaras de café por dia. Acima dessa quantidade, os riscos de efeitos adversos aumentam significativamente.
Entre os sintomas mais comuns relacionados ao excesso estão insônia, ansiedade, nervosismo, tremores, aumento dos batimentos cardíacos e irritabilidade. O Hospital Israelita Albert Einstein também alerta para o desenvolvimento de tolerância, fenômeno em que o organismo passa a exigir quantidades cada vez maiores da substância para alcançar os mesmos efeitos estimulantes.
O horário do consumo também é considerado um fator importante. Consumir café durante a tarde ou à noite pode afetar diretamente a qualidade do sono, reduzindo períodos essenciais de descanso profundo e prejudicando a recuperação do organismo.
Além do café, a cafeína também está presente em outros produtos consumidos diariamente, como chá preto, chimarrão, refrigerantes e bebidas energéticas, que podem conter doses elevadas da substância.
Outro ponto destacado pelos especialistas é o impacto digestivo. O café pode estimular a produção de ácido no estômago e acelerar o funcionamento intestinal, o que pode agravar sintomas como refluxo, azia e desconforto abdominal em pessoas mais sensíveis.
Os efeitos da cafeína também variam de pessoa para pessoa, dependendo de fatores como genética, hábitos de vida e condições de saúde. Em alguns casos, o consumo excessivo pode intensificar problemas cardiovasculares, neurológicos e transtornos relacionados à ansiedade.
A recomendação dos especialistas é manter um consumo equilibrado, observar a resposta do próprio organismo e evitar utilizar o café como substituto do descanso adequado ou como forma de compensar noites mal dormidas.
Fonte: Jornal O Sul
