Parecia filme: A bagagem foi extraviada. E nela tinha um Oscar
Tudo começou na quarta-feira (29), quando, de acordo com o relato de Talankin, funcionários da TSA, a agência americana responsável por garantir a segurança nos aeroportos, não liberaram sua entrada na aeronave com o prêmio, alegando que a estatueta poderia ser utilizada como uma arma.
Não adiantou o cineasta afirmar que já havia conseguido viajar outras vezes com o Oscar em sua bagagem de mão – os agentes da TSA permaneceram irredutíveis. A companhia aérea até tentou encontrar uma solução. Um funcionário da Lufthansa deu algumas sugestões de como prosseguir com a situação, mas todas foram negadas pela TSA. De acordo com o cineasta, o rapaz teria se oferecido para guardar a estatueta durante o voo, após acompanhá-lo até o portão de embarque, e colocar o prêmio na cabine de comando, onde ficaria em posse dos pilotos.
Talankin, então, teve que despachar o Oscar no bagageiro do avião. Mas, como o diretor não possuía nenhuma mala rígida que pudesse servir para levar a estatueta, a companhia providenciou uma caixa de papelão, onde colocou seu prêmio durante o voo até Frankfurt, na Alemanha. No entanto, ao chegar a seu destino, a caixa havia sumido.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais. David Borenstein, também diretor do documentário vencedor, fez uma publicação em seu Instagram, na qual usou uma imagem de Talankin com o prêmio. Após explicar os acontecimentos, deixou um questionamento. “Pavel teria sido tratado da mesma forma se fosse um ator famoso? Ou um falante fluente de inglês?” O cineasta explicou ao site Deadline que precisou recorrer à produtora executiva Robin Hessman para auxiliá-lo a traduzir durante a conversa com os funcionários.
Borenstein ainda disse ter realizado uma busca a respeito de outros artistas que teriam despachado seus prêmios e que não conseguiu “encontrar um único outro caso”. O diretor encerrou o post com um apelo a qualquer um que tivesse informações sobre a estatueta.
A boa notícia veio ontem, quando a Lufthansa anunciou que havia localizado o Oscar. Não ficou claro o que aconteceu, mas, segundo a companhia, a estatueta “apareceu em Frankfurt”. O comunicado informava que a empresa já estava providenciando a entrega ao cineasta e que iniciou uma investigação.
Funcionário de uma escola em uma zona rural da Rússia, Pasha Talankin registrou em seu filme a escalada da propaganda militar na escola em que trabalhava após o início da guerra contra a Ucrânia. Hoje, vive exilado. (Com informações de O Estado de S. Paulo)
Fonte: Jornal O Sul
