OMS diz que há 139 mortes suspeitas de Ebola em surto no Congo; números devem aumentar


Por Jennifer Rigby e Olivia Le Poidevin

GENEBRA, 20 Mai (Reuters) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou na quarta-feira que há 600 casos suspeitos de Ebola e 139 mortes suspeitas, e os números devem aumentar devido ao tempo em que o vírus circulou antes que o surto no Congo e em Uganda fosse detectado.

Um Comitê de Emergência da OMS se reuniu na terça-feira em Genebra e confirmou que o mais recente surto de Ebola da rara cepa Bundibugyo do vírus é uma emergência de saúde pública de interesse internacional, mas não uma emergência pandêmica, disse o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"A OMS avalia o risco da epidemia como alto em nível nacional e regional e baixo em nível global", afirmou Tedros.

Ele declarou a emergência no fim de semana e disse que foi a primeira vez que um chefe da OMS tomou essa medida sem antes consultar especialistas, devido à urgência da situação.

"Nossa prioridade absoluta agora é identificar todas as cadeias de transmissão existentes... isso nos permitirá realmente definir a escala do surto e sermos capazes de fornecer cuidados", disse Chikwe Ihekweazu, chefe de emergências da OMS, na mesma coletiva de imprensa.

O surto alarmou os especialistas porque foi capaz de se espalhar por semanas sem ser detectado em uma área densamente povoada e devastada pela violência armada generalizada. Um surto de 2018-2020 da cepa Zaire do Ebola na mesma região foi o segundo mais mortal já registrado, matando quase 2.300 pessoas.

A cepa Bundibugyo do Ebola, que se espalha por meio do contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, tem uma taxa média de mortalidade de cerca de 40%, de acordo com a OMS.