Lesão retirada da cabeça de Lula é câncer de pele em estágio inicial e presidente passa por radioterapia preventiva


Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA, 25 Mai (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta segunda-feira “tratamento complementar com radioterapia superficial preventiva” após retirar no mês passado uma lesão basocelular, que é um câncer de pele em estágio inicial, no couro cabeludo, informaram o Palácio do Planalto e o boletim médico do hospital Sírio-Libanês.

"O presidente seguirá suas atividades diárias sem restrições, mantendo o acompanhamento pelas equipes médicas", afirma o boletim médico.

De acordo com informações da Presidência, a lesão era pequena, no estágio inicial e já foi retirada. O presidente fará agora 15 sessões de dois minutos de radioterapia, por duas semanas, para evitar que novas lesões surjam. A primeira foi feita nesta segunda.

A lesão basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele, que normalmente aparece em áreas mais expostas ao sol. Segundo especialistas, tem crescimento lento e raramente se espalha.

Lula, que tem 80 anos e deve disputar a reeleição em outubro, passou por um procedimento em abril para retirada do que foi chamado na época de queratose no couro cabeludo, um acúmulo de pele que pode acontecer pelo excesso de exposição ao sol e pode ser uma lesão chamada de pré-cancerosa. O material foi enviado para biópsia para confirmação.

Em fevereiro, Lula já havia feito uma cauterização de uma marca no couro cabeludo, mas em abril precisou fazer a retirada. Desde então, tem andado de chapéu para evitar a exposição solar e as luzes fortes.

Em 2011, logo depois de encerrar seu segundo mandato, Lula foi diagnosticado com um câncer de laringe. Depois do tratamento com sessões de quimioterapia e radioterapia, em 2012 os médicos determinaram a remissão completa.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu; Edição de Eduardo Simões)