Hospedagem: a reação dos países europeus contra o Airbnb
O avanço dos aluguéis de curta duração por plataformas como o Airbnb tem provocado crescente reação em cidades europeias, especialmente em Paris. Autoridades locais e moradores acusam a plataforma de contribuir para a falta de moradias e o aumento no preço dos imóveis.
Em bairros turísticos da capital francesa, como Montmartre, fiscais da prefeitura intensificaram a busca por apartamentos alugados ilegalmente para turistas. Moradores reclamam do aumento do barulho, da rotatividade constante de visitantes e da transformação de prédios residenciais em hospedagens informais.
A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, afirma que muitos imóveis estão sendo retirados do mercado tradicional para funcionar como hospedagem turística. Segundo ela, cidades como Paris, Barcelona e Roma pressionam a União Europeia por regras mais rígidas contra plataformas de aluguel por temporada.
A partir deste mês, uma nova legislação da União Europeia exigirá que anfitriões registrem seus imóveis em um banco de dados europeu, permitindo maior fiscalização sobre anúncios considerados irregulares.
Mesmo diante das críticas, o Airbnb segue como líder global do setor, com cerca de 9 milhões de anúncios em quase 200 países. A empresa nega que tenha impacto significativo na crise habitacional, mas analistas apontam que o aumento da regulamentação pode se tornar o principal desafio para o crescimento da plataforma nos próximos anos.
Fonte: Jornal O Sul
