Brasil está em 32º lugar no ranking da felicidade
No Relatório Mundial da Felicidade 2026, o País ocupa a 32ª posição no ranking global, subindo quatro colocações em relação ao levantamento anterior. Já no Ipsos Happiness Report 2026, 80% dos brasileiros afirmaram se considerar felizes ou muito felizes.
Especialistas explicam que a felicidade envolve fatores emocionais, psicológicos e neurológicos. Para a neurologista Ana Luísa Rufino, do Mário Palmério Hospital Universitário (MPHU), a felicidade está ligada à interação entre processos químicos do cérebro, experiências subjetivas e circuitos neurais relacionados ao prazer, propósito e engajamento.
Segundo a especialista, hormônios como dopamina, serotonina, endorfina e ocitocina têm papel importante nessa sensação de bem-estar. Ela também destaca que experiências positivas ajudam o cérebro a funcionar de forma mais eficiente, melhorando emoções, cognição e motivação.
Na área da psicologia, a felicidade é entendida como um estado subjetivo de bem-estar, envolvendo emoções positivas, satisfação com a vida e sensação de propósito. A gestora do curso de Psicologia da Uniube, Maria Regina Basílio, afirma que a felicidade é um fenômeno complexo, que inclui dimensões emocionais, cognitivas, sociais e existenciais.
Ela ressalta ainda que pessoas com maior sensação de bem-estar tendem a desenvolver relações mais saudáveis, com mais empatia, diálogo e cooperação.
Os especialistas também alertam para os impactos do excesso de estímulos provocados pelas redes sociais e meios de comunicação. Segundo Ana Luísa, esse excesso pode provocar ansiedade, fadiga mental, dificuldade de concentração e comparação social constante, além de reduzir a sensibilidade ao prazer devido à busca frequente por recompensas imediatas.
Entre os hábitos considerados importantes para estimular a felicidade e o bem-estar estão a prática de exercícios físicos, sono adequado, conexões sociais saudáveis e atividades com significado pessoal.
Fonte: Jornal O Dia.
