Documentário da Netflix sobre Suzane von Richthofen deve ser lançado neste ano
Procurada pela imprensa, a gigante do streaming informou que não divulga antecipadamente detalhes de suas produções. Sabe-se, porém, que o projeto – iniciado em novembro do ano passado – já está em fase de pós-produção e tem previsão de ir ao ar ainda em 2026.
Imagens do depoimento de Suzane viralizaram nas redes sociais, no dia 6 de abril, após o vazamento de uma suposta sessão restrita do documentário para um pequeno e seleto grupo de convidados. Os trechos haviam sido apresentados para outra turma, em março.
Suzane não foi a única a faturar com o documentário. Houve pagamento para que pessoas da família autorizassem o uso de imagens e para concederem entrevistas. Um dos que recebeu foi o atual marido de Suzane, o médico Felipe Zecchini Muniz.
O acordo para que Suzane desse o depoimento inclui outros pontos. Um deles é um vínculo vitalício de confidencialidade sobre detalhes do acordo entre as partes —ou seja, ela não pode falar publicamente que recebeu dinheiro da Netflix para a produção.
Suzane também não poderá conceder entrevistas para outros veículos e concorrentes da Netflix por período determinado em contrato. Isso se faz necessário para que o documentário tenha uma “janela de exclusividade”.
Chamado provisoriamente de “Suzane Vai Falar”, o documentário foi encomendado pela Netflix após o sucesso de “Tremembé” – série de ficção com a atriz Marina Ruy Barbosa no papel principal e se tornou a maior audiência da história da Amazon Prime Video no mercado brasileiro.
Reações negativas
Profissionais do audiovisual brasileiro se disseram chocados com a produção de “Suzane Vai Falar”. Um deles chegou a comparar a tática da Netflix com o que fez em 2003 o hoje falecido apresentador Gugu Liberato, ao produzir falsa entrevista com membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) para aumentar a audiência de seu programa no SBT, o “Domingo Legal”.
O receio é de que a produção mude a percepção geral de que o streaming não apela tanto quanto a TV aberta para o sensacionalismo em busca de audiência. Na visão desses profissionais, isso pode resultar no desaquecimento do mercado, que já não produz tanto conteúdo quanto há alguns anos. (com informações do jornal Folha de S.Paulo)
Fonte: Jornal O Sul
