Quem é a famosa que gastou R$ 300 mil em plásticas e diz que aparência prejudicou sua carreira
Aos 50 anos, a apresentadora e influenciadora Ana Paula Oliveira afirma que já enfrentou resistência ao tentar se firmar na área jurídica, não por falta de formação, mas por causa da própria aparência. Pós-graduada em Direito, ela diz que a imagem associada à estética acabou desviando a atenção de sua atuação profissional em ambientes mais formais.
O desconforto, segundo ela, se tornava evidente em reuniões e encontros ligados ao meio jurídico. Ao começar a se posicionar, percebia que o interesse dos interlocutores nem sempre estava no conteúdo. “Muitas vezes, antes de ouvirem o que eu tinha a dizer, vinham os olhares. Só depois alguém parecia lembrar que eu estava ali como profissional”, relata.
À frente do programa “Beleza Extrema”, da Band Triângulo, e com passagem pelo reality “A Grande Conquista”, da Record, Ana Paula construiu uma trajetória pública ligada à imagem. Ao longo dos anos, afirma ter investido cerca de R$ 300 mil em cirurgias plásticas, fator que, na sua avaliação, reforça julgamentos e estereótipos. “Existe um padrão muito definido do que esperam de uma mulher nesse meio. Quando você foge disso, surgem questionamentos”, diz.
Em alguns momentos, a situação ultrapassou o incômodo e se tornou constrangedora. Ela conta ter sentido que sua qualificação era colocada em segundo plano. “Já tive a sensação de que não me levavam a sério. Como se ser considerada ‘sexy demais’ anulasse qualquer formação”, afirma.
Para a influenciadora, o problema vai além de experiências individuais e revela uma percepção ainda presente em diferentes áreas profissionais. “Parece que uma mulher não pode ser bonita e inteligente ao mesmo tempo”, avalia.
Apesar disso, Ana Paula assegura que não pretende mudar a forma como se apresenta. “Tenho consciência da minha formação e do meu preparo. Isso não deveria ser questionado por causa da minha imagem”, conclui.
Mensagens
Em outra frente, Ana Paula Oliveira afirmou recentemente ter recebido centenas de mensagens nas redes sociais desde que assumiu relacionamentos com homens mais jovens. Segundo ela, muitos dos comentários questionam a diferença de idade do casal e revelam o que define como “cyberetarismo”, um tipo de ataque direcionado a mulheres mais velhas que se relacionam com parceiros mais novos.
Ela conta que os ataques começaram quando decidiu assumir nas redes sociais um relacionamento com um homem cerca de dez anos mais jovem.
“Quando tornei o relacionamento público, começaram a aparecer comentários questionando a diferença de idade. Recebi mensagens dizendo que era estranho, perguntando se ele não deveria estar com alguém da idade dele e até insinuando que a relação não teria futuro por causa disso”, relata.
Segundo a apresentadora, a situação acabou revelando para ela uma forma de cyberbullying ligada à diferença de idade.
“O que mais me surpreendeu foi perceber que mais de 90% das mensagens vieram de mulheres. Muitas usam argumentos que dizem defender as mulheres, mas acabam reforçando julgamentos. Já recebi comentários dizendo que eu não poderia ter um filho com ele ou perguntando se eu não deveria estar com alguém da minha idade. Isso mostra como ainda existe um padrão muito rígido quando a mulher decide viver um relacionamento fora do esperado”, afirma. As informações são do jornal O Globo.
Fonte: Jornal O Sul.
