Juliano Cazarré: “Não quero ficar nessa briga de direita e esquerda, é estúpido”

 



Ao longo dos últimos anos, o ator Juliano Cazarré, o Jorginho Ninja de “Três Graças”, nunca deixou de expor sua posição política nas redes sociais. E causou polêmica em algumas ocasiões, como quando, em junho de 2024, se posicionou contra o aborto legal.

“Todo aborto é o assassinato de um inocente. Então, mesmo nos casos mais extremos, como por exemplo, um estupro, o assassinato da criança não apaga o crime, não vai fazer com que aquele trauma vá embora, e é, na maioria das vezes, mais um trauma na vida de uma mulher já traumatizada”, argumentou ele, na ocasião.

De lá para cá, no entanto, Juliano passou a limitar seus posicionamentos na web, onde priorizou os posts sobre família e religião católica. “Política, eu evito falar. Se você for pegar lá no meu Instagram, vai ver que tem muito pouco nos últimos anos. Mas eu fiquei marcado por ser uma pessoa que não é de esquerda. É uma posição que pouquíssimos atores têm coragem de dizer, embora eu conheça vários que também não são, mas ficam na moita por medo da repercussão negativa, do cancelamento, de perder publicidade. Essa dimensão da política ocupa muito pouco espaço nas minhas redes sociais”, garante ele em entrevista exclusiva.

O ator explicou que não gosta de reduzir sua identidade a rótulos políticos. “Eu só queria um país mais livre, um Estado que não gastasse tanto com mordomias e coisas inúteis, um Estado justo, que prendesse bandido e não soltasse. Eu acredito em um país que é construído do povo para cima, onde cada pessoa tenha mais liberdade e poder para decidir sobre a própria vida. Um país onde os governantes trabalhem para o povo e não o contrário, como acontece no Brasil, em que toda a população sustenta uma casta de pessoas que tem uma vida muito diferente do resto do povo. A gente trabalha para sustentar o Estado, os benefícios, a estabilidade, os auxílios, as mordomias, as viagens, os congressos de uma classe de poderosos e eu acho isso muito ruim. Mas mesmo assim eu não falo de política o tempo todo”, afirma.

Questionado sobre as críticas e julgamentos que pode receber por publicar conteúdos como política e religião, Juliano afirma que, hoje em dia, 90% do que recebe nas redes é carinho. “Às vezes aparece alguém que não me conhece e faz algum comentário negativo. Mas o que me importa é que eu saio na rua todos os dias e só recebo carinho. Pessoas que gostam de mim, que gostam que eu fale de Deus. Se tem alguma hostilidade, é sempre nas redes sociais, geralmente perfil falso. Com o tempo, a gente aprende a não ligar, a não levar para o coração. Eu tento falar menos de política porque tem pessoas que também não concordam com a minha visão política, mas me seguem e gostam do meu trabalho. Não quero ficar nessa briga de direita e esquerda o tempo todo. Acho isso estúpido. A vida é muito maior do que isso. Todo mundo tem muito mais coisa que aproxima do que afasta”, opina.

Fonte: Jornal O Sul